Em diversas situações emergenciais, é indicado colocar a pessoa na posição lateral de segurança (PSL) enquanto ela aguarda socorro especializado, mas há exceções. Assinale a opção que indique corretamente a situação em que a PSL é terminantemente contraindicada.
- A)Risco de vômito.
Errada, porque risco de vômito é uma indicação clássica da posição lateral de segurança para proteger a via aérea.
- B)Trauma craniano.
Errada, porque trauma craniano isolado não contraindica a manobra; o cuidado maior é avaliar respiração e suspeita de lesão cervical associada.
- C)Desmaio sem trauma.
Errada, porque desmaio sem trauma é uma situação em que a posição lateral de segurança pode ser indicada se a pessoa estiver inconsciente e respirando.
- D)Após uma crise convulsiva.
Errada, porque após crise convulsiva, se a pessoa estiver respirando, a posição lateral de segurança costuma ser recomendada para evitar aspiração.
- E)Suspeita de lesão na coluna.
Certa, porque a suspeita de lesão na coluna torna a mobilização contraindicada, já que virar a pessoa pode agravar lesão medular.
Gabarito: E
A posição lateral de segurança, ou posição lateral de recuperação, é usada para manter a via aérea desobstruída e reduzir o risco de aspiração em pessoas inconscientes, mas que respiram espontaneamente. Ela é muito útil em cenários como desmaio sem trauma, pós-crise convulsiva e risco de vômito, porque ajuda a saliva e o conteúdo gástrico a saírem pela boca, em vez de irem para os pulmões. O ponto-chave é que essa manobra exige mobilização do corpo. Se houver suspeita de lesão na coluna, especialmente cervical, virar a pessoa pode piorar uma lesão medular e causar dano neurológico grave. Nesses casos, a prioridade é imobilização e suporte adequado até a chegada do socorro especializado. Por isso, o gabarito é a letra E. Em urgência e emergência, a regra prática é simples: se a pessoa está inconsciente, mas respirando, a posição lateral costuma ser boa ideia, desde que não haja suspeita de trauma raquimedular. Quando existe suspeita de lesão na coluna, ela deixa de ser uma opção segura. A FGV costuma cobrar exatamente essa lógica de equilíbrio entre benefício e risco: proteger a via aérea sem criar um novo problema maior. Aqui, o maior perigo não é a posição em si, mas o movimento desnecessário da coluna.