← Questões de Enfermagem

Enfermagem · FGV · 2025

Questão comentada de Enfermagem

Em uma unidade de emergência o enfermeiro de plantão atende um paciente de 58 anos, sexo masculino, com queixa de dor torácica que irradia para o membro superior esquerdo, apresentando pele fria, pálida e úmida, frequência cardíaca e frequência respiratória aumentadas, quando comparadas ao padrão normal para a faixa etária. Sobre esse atendimento, avalie as afirmativas a seguir. I. No exame físico o enfermeiro deve avaliar o nível de consciência, as bulhas cardíacas, a pressão arterial, os pulsos periféricos, auscultar os campos pulmonares, avaliar a motilidade intestinal, observar o débito urinário e verificar a existência de edema. II. O enfermeiro deve coletar dados iniciais sobre o estado atual do paciente e compará-los com a evolução do quadro clínico. Isso inclui investigar a história de dor ou desconforto torácico, dispneia, palpitações, fadiga incomum, síncope ou outros sinais que possam indicar isquemia miocárdica. III. O enfermeiro deve realizar um exame mais focado em sinais e sintomas relacionados às doenças do aparelho respiratório, como a asma, e solicitar ao médico prescrição de broncodilatadores para melhorar a dor torácica e os sinais vitais alterados. Está correto apenas o que se afirma em

Gabarito: E

Em um paciente com dor torácica típica, o raciocínio do enfermeiro deve apontar primeiro para uma possível síndrome coronariana aguda. Nessa hora, a avaliação não é “genérica”: ela precisa ser rápida, dirigida e completa, porque cada minuto conta para identificar isquemia miocárdica e suas repercussões hemodinâmicas. A afirmativa I está correta porque o exame físico em urgência cardiovascular inclui avaliação do nível de consciência, bulhas cardíacas, pressão arterial, pulsos periféricos, ausculta pulmonar, débito urinário e presença de edema. Isso ajuda a detectar perfusão inadequada, congestão e sinais de insuficiência cardíaca associada ao quadro. A afirmativa II também está correta. O enfermeiro deve coletar dados iniciais e comparar com a evolução clínica, investigando dor ou desconforto torácico, dispneia, palpitações, fadiga incomum, síncope e outros sinais compatíveis com isquemia miocárdica. Esse raciocínio é coerente com a prática clínica e com a sistematização da assistência de enfermagem prevista na Lei 7.498/1986 e no Decreto 94.406/1987, que atribuem ao enfermeiro avaliação e cuidado direto ao paciente grave. Já a afirmativa III está errada porque o foco não deve ser doença respiratória como asma, nem broncodilatador para “melhorar” dor torácica de provável origem cardíaca. Em suspeita de síndrome coronariana aguda, o enfermeiro deve priorizar monitorização, oxigenação se indicada, acesso venoso, ECG e comunicação imediata da equipe médica, sem desviar o atendimento para uma hipótese que não explica bem o quadro.

Continue treinando

Questões relacionadas