Uma mulher de 55 anos foi admitida na clínica médica de um hospital com um quadro grave de crise hipertensiva já estabilizado, mas ainda em uso de medicações venosas. Ao exame físico, o enfermeiro identifica a presença de uma fístula arteriovenosa no membro superior direito com frêmito tátil para as sessões de hemodiálise e a necessidade de um novo acesso venoso periférico. Em relação ao atendimento a essa paciente, é correto afirmar que
- A)o enfermeiro deve realizar a punção venosa para a administração das medicações anti-hipertensivas no membro superior direito, já que essa prática não afeta o acesso para hemodiálise.
Errada: o membro com fístula arteriovenosa não deve ser puncionado, pois isso pode lesar o acesso e comprometer a hemodiálise.
- B)o enfermeiro deve ter cautela com os acessos periféricos no membro superior direito, que apresenta a fístula arteriovenosa, mas devido à necessidade de controle rigoroso da pressão arterial, a medição deve ser alternada entre os membros superiores.
Errada: mesmo com necessidade de controle pressórico, a aferição da pressão arterial no braço com fístula deve ser evitada para não comprimir o acesso.
- C)o enfermeiro deve realizar a punção venosa na própria fístula para não sobrecarregar a rede venosa da paciente.
Errada: a fístula não deve ser usada para punção venosa; ela é um acesso vascular que precisa ser preservado.
- D)o membro superior direito pode ser utilizado para a punção venosa, desde que a veia escolhida seja próxima da fístula arteriovenosa.
Errada: a proximidade da veia com a fístula não autoriza punção no membro, porque qualquer trauma pode prejudicar o acesso.
- E)o enfermeiro deve evitar a punção venosa e a medição da pressão arterial no membro com a fístula arteriovenosa, preferindo realizar esses procedimentos no membro superior esquerdo.
Certa: o membro com fístula arteriovenosa deve ser poupado de punções e da aferição de pressão arterial, utilizando-se o membro contralateral.
Gabarito: E
A paciente tem uma fístula arteriovenosa no membro superior direito, que é o acesso de escolha e deve ser preservado com muito cuidado. Na prática de enfermagem, esse membro não deve ser usado para punção venosa nem para aferição de pressão arterial, porque isso pode causar trauma, trombose, sangramento, perda do acesso e até prejudicar as sessões de hemodiálise. O raciocínio é simples: a fístula é o “tesouro” vascular do paciente renal crônico. Se você fica apertando, puncionando ou usando manguito de pressão ali, pode comprometer o fluxo sanguíneo e colocar tudo a perder. Por isso, os cuidados incluem também evitar coleta de sangue, injeções e qualquer compressão no membro com fístula. Como existe necessidade de novo acesso venoso periférico e de controle da pressão arterial, o membro superior esquerdo é a melhor opção para esses procedimentos. Essa conduta está alinhada às boas práticas e aos protocolos assistenciais de pacientes em hemodiálise, que orientam proteção do membro com fístula arteriovenosa. Então, o gabarito está correto porque o enfermeiro deve evitar a punção venosa e a medição da pressão arterial no membro com a fístula, escolhendo o outro membro para realizar os cuidados necessários. Em resumo: fístula em um braço, respeito máximo naquele lado.