Um paciente adulto, sexo masculino, teve pré-diabetes confirmada em uma investigação inicial. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, a frequência recomendada para repetição do rastreamento de DM2 desse paciente é:
- A)a cada ano;
Correta: na presença de pré-diabetes, o rastreamento para diabetes tipo 2 deve ser repetido anualmente.
- B)a cada dois anos;
Errada: dois anos é intervalo longo demais para quem já tem pré-diabetes confirmado.
- C)a cada três anos;
Errada: três anos é periodicidade usada para situações de menor risco, não para pré-diabetes.
- D)a cada três meses;
Errada: três meses é intervalo excessivamente curto para rastreamento rotineiro.
- E)a cada seis meses.
Errada: seis meses não é a recomendação padrão para repetição do rastreamento nessa situação.
Gabarito: A
Quando o paciente tem pré-diabetes, a ideia não é só “acompanhar de vez em quando” e pronto. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes orientam que ele seja reavaliado com frequência maior, porque o risco de evoluir para diabetes tipo 2 é real e não é pequeno. Em outras palavras: o pré-diabetes já acende a luz amarela, então o rastreamento precisa ser mais próximo. Para o adulto com pré-diabetes confirmado, a repetição do rastreamento para DM2 deve ser feita anualmente. Isso permite identificar cedo a progressão da glicemia e intervir com mudanças no estilo de vida e, quando indicado, tratamento. É aquele cuidado clássico: prevenir agora para não correr atrás do prejuízo depois. A lógica é diferente da pessoa sem alteração glicêmica, que pode ter intervalos maiores entre exames. Quando já existe pré-diabetes, a vigilância precisa ser mais curta, porque o organismo já mostrou que está no caminho do distúrbio metabólico. Por isso, a periodicidade de 1 ano é a recomendada. Logo, o gabarito é a alternativa A, pois a repetição do rastreamento de DM2 em paciente com pré-diabetes deve ocorrer a cada ano, conforme a orientação da Sociedade Brasileira de Diabetes.