Um paciente adulto, atendido em uma unidade de saúde, queixou-se, entre outras coisas, de picos de febre intercalados com períodos de temperatura normal (o retorno à normalidade aconteceu pelo menos uma vez a cada 24 horas). Nesse caso, o paciente está apresentado febre
- A)séptica.
Febre séptica é um termo associado a quadros infecciosos graves, não ao padrão de oscilação da temperatura descrito na questão.
- B)sustentada.
Febre sustentada não retorna à normalidade durante o período febril, então não corresponde ao enunciado.
- C)intermitente.
Correta, porque há picos febris intercalados com temperatura normal, com retorno à normalidade ao menos uma vez a cada 24 horas.
- D)remitente.
Febre remitente oscila, mas a temperatura não normaliza completamente, diferente do que foi descrito.
- E)contínua.
Febre contínua permanece elevada sem quedas significativas para a normalidade, o que não ocorre no caso.
Gabarito: C
A classificação da febre depende do jeito como a temperatura sobe, desce e se repete ao longo do dia. Isso é muito cobrado em Enfermagem porque muda a descrição clínica do quadro e ajuda a pensar em causas infecciosas ou inflamatórias. Aqui, o ponto-chave é que o paciente teve picos de febre, mas a temperatura voltou ao normal pelo menos uma vez a cada 24 horas. Quando a febre apresenta elevações e depois retorna à normalidade no mesmo dia, o nome disso é febre intermitente. Ela não fica o tempo todo elevada; existe um intervalo com temperatura normal entre os picos. É quase como se o corpo “desse uma trégua” antes de voltar a esquentar de novo. Isso difere da febre remitente, em que a temperatura varia, mas não chega ao normal, e da febre sustentada ou contínua, em que a febre permanece alta sem essa normalização diária. Por isso, o gabarito é a letra C. Em provas, a banca costuma cobrar exatamente essa distinção de linguagem, então vale decorar a lógica: se normaliza pelo menos uma vez em 24 horas, pense em febre intermitente.