De acordo com o Protocolo do Ministério da Saúde, uma criança com anemia por deficiência de ferro apresenta algumas alterações nos exames laboratoriais. Entre os valores que determinam esse diagnóstico está
- A)Hemoglobina < 11g/dL.
Correta, porque hemoglobina < 11 g/dL é o critério laboratorial usado no protocolo para anemia na criança.
- B)Ferritina < 40ng/mL.
Errada, porque ferritina é marcador de estoque de ferro, mas esse ponto de corte não é o critério apresentado pelo protocolo para o diagnóstico da anemia.
- C)Hematócrito < 50%.
Errada, porque hematócrito < 50% não define anemia ferropriva na criança e esse valor está incompatível com o raciocínio diagnóstico.
- D)Hemácias < 5,5 milhões/µL.
Errada, porque a contagem de hemácias isoladamente não fecha o diagnóstico de anemia por deficiência de ferro.
- E)Eritrócitos < 6,1 milhões/µL.
Errada, porque eritrócitos em valor elevado não caracterizam anemia ferropriva e o número informado não é o parâmetro diagnóstico esperado.
Gabarito: A
A anemia por deficiência de ferro é uma das causas mais comuns de anemia na infância e, no protocolo do Ministério da Saúde, o ponto de partida para suspeita diagnóstica costuma ser a hemoglobina baixa. Em criança, o valor de referência usado para anemia é hemoglobina abaixo de 11 g/dL, especialmente na faixa etária dos 6 aos 59 meses. Ou seja: o exame que acende a luz vermelha primeiro é a hemoglobina, não um índice isolado qualquer. Na prática, o diagnóstico de deficiência de ferro não depende só de um número, mas de um conjunto de achados laboratoriais e do contexto clínico. Em geral, além da hemoglobina reduzida, podem aparecer ferritina baixa, microcitose e hipocromia. A ferritina é um marcador importante das reservas de ferro, mas o valor de corte proposto nas alternativas não corresponde ao parâmetro clássico do protocolo. Por isso, o gabarito é a letra A. A criança com anemia ferropriva apresenta hemoglobina < 11 g/dL, que é o critério laboratorial mais diretamente usado para definir anemia nessa faixa etária. É aquele tipo de questão em que a banca troca o parâmetro certo por números que parecem plausíveis, mas não fecham com o protocolo. Então, guarde a lógica: primeiro você pensa em hemoglobina para identificar anemia; depois, se necessário, investiga ferro/ferritina para confirmar deficiência. Em concurso, isso costuma cair exatamente assim, com valores próximos para confundir quem está no modo piloto automático.