Entre as insulinas e análogas de insulina apresentadas a seguir, assinale aquela de ação mais rápida
- A)NPH.
NPH é insulina de ação intermediária, portanto não é a mais rápida.
- B)lispro.
Lispro é análoga ultrarrápida, com início de ação mais rápido entre as alternativas.
- C)regular.
Regular é de ação curta, mas ainda mais lenta que as análogas ultrarrápidas como a lispro.
- D)degludeca.
Degludeca é insulina basal de ação ultralonga, não indicada para o efeito mais rápido.
- E)glargina 100.
Glargina 100 é insulina basal de longa duração, com início lento e sem perfil de pico rápido.
Gabarito: B
Quando a banca pergunta qual insulina é a mais rápida, ela quer saber qual começa a agir mais depressa depois da aplicação. Em farmacologia, as análogas ultrarrápidas foram criadas justamente para fazer a insulina “entrar em cena” quase junto com a refeição, reduzindo o pico pós-prandial. É o caso da lispro, que tem início de ação muito mais rápido do que as insulinas humanas tradicionais. A insulina regular ainda é rápida, mas não é a campeã da velocidade entre as opções da questão. Ela demora mais para iniciar o efeito e costuma exigir aplicação com antecedência antes da alimentação. Já a NPH é intermediária, a glargina 100 é basal de ação prolongada e a degludeca é ainda mais longa, com perfil ultralento e estável. Então, se você viu “mais rápida”, pense logo nas insulinas ultrarrápidas, que são as preferidas para cobertura da refeição. A lispro foi feita para isso: início rápido, menor tempo de ação e ajuste mais próximo da hora de comer. Por isso, o gabarito é a letra B. Em prova, a lógica é simples: quanto mais “basal e duradoura” a insulina, mais longe ela fica da resposta imediata da glicemia. Quanto mais “prandial e veloz”, mais perto da refeição ela deve ser usada.