Considerando a fase de controle de riscos da Higiene Ocupacional, marque a alternativa que corresponde a um mecanismo de controle na trajetória do risco
- A)rodizio de tarefas.
Errada: rodízio de tarefas reduz o tempo de exposição do trabalhador, mas não atua na trajetória do risco.
- B)sistema de exaustão.
Certa: sistema de exaustão é medida de engenharia que controla o risco na trajetória, interceptando o agente antes que ele alcance o trabalhador.
- C)manutenção preventiva.
Errada: manutenção preventiva ajuda a evitar falhas e acidentes, atuando mais na prevenção da fonte do problema do que na trajetória.
- D)limitação da exposição.
Errada: limitação da exposição é medida administrativa, pois diminui o tempo de contato, sem intervir diretamente no caminho do risco.
- E)equipamento de proteção individual.
Errada: equipamento de proteção individual protege o trabalhador, mas não controla o risco na trajetória; é a última barreira de proteção.
Gabarito: B
Na Higiene Ocupacional, o controle de riscos costuma ser pensado em etapas: primeiro você conhece o agente e, depois, tenta reduzir a exposição com medidas cada vez mais eficazes. Uma forma clássica de controlar o risco é agir na fonte, na trajetória ou no próprio trabalhador. Quando o controle atua na trajetória, ele tenta interromper o caminho do agente até a pessoa exposta. É aí que entra o sistema de exaustão. Ele captura, remove ou desvia contaminantes antes que eles se espalhem no ambiente, reduzindo a concentração do agente no ar e, portanto, o contato ocupacional. Em linguagem prática: em vez de esperar o problema chegar no profissional, você “segura” o risco no caminho. As demais alternativas falam de medidas importantes, mas em outros níveis de controle. Rodízio de tarefas e limitação da exposição reduzem o tempo de contato do trabalhador com o risco, enquanto a manutenção preventiva evita falhas e acidentes na origem. Já o equipamento de proteção individual é a última barreira, usada quando as medidas coletivas não bastam. Em provas, vale lembrar a lógica da hierarquia de controle: primeiro medidas coletivas e de engenharia, depois administrativas e, por fim, EPI. A FGV gosta exatamente dessa distinção entre eliminar, controlar na fonte, controlar na trajetória e proteger o trabalhador.