De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, um paciente no pós-tratamento de câncer de cólon estádio I deve repetir a colonoscopia em
- A)1 ano e, posteriormente, a cada 2 anos, com presença ou não de pólipo.
Errada, porque o primeiro controle é em 1 ano, mas a manutenção não é a cada 2 anos nessa situação; o intervalo costuma ser maior se não houver pólipo.
- B)2 anos e, posteriormente, a cada ano, caso haja presença de pólipo.
Errada, porque a primeira colonoscopia não é em 2 anos e, além disso, a presença de pólipo não leva automaticamente a esse esquema anual genérico.
- C)6 meses e, posteriormente, a cada ano, com presença ou não de pólipo.
Errada, porque 6 meses não é o intervalo padrão para câncer de cólon estádio I no seguimento pós-tratamento.
- D)1 ano e, posteriormente, a cada 3 a 5 anos, caso não haja presença de pólipo.
Certa, pois a recomendação é repetir em 1 ano e, se não houver pólipo, manter vigilância a cada 3 a 5 anos.
- E)2 anos e, posteriormente, a cada 2 a 3 anos, caso não haja presença de pólipo.
Errada, porque o intervalo inicial não é de 2 anos e o espaçamento subsequente também não é de 2 a 3 anos nesse cenário.
Gabarito: D
No seguimento do câncer de cólon, a colonoscopia de vigilância serve para detectar recidiva e, principalmente, novos pólipos ou lesões metacrônicas. O ponto-chave é que o intervalo muda conforme o risco e conforme o achado do exame, então não existe um calendário “fixo” para todo mundo. Nas recomendações do Ministério da Saúde, para paciente após tratamento de câncer de cólon estádio I, a primeira colonoscopia de controle deve ser feita em 1 ano. Se esse exame não mostrar pólipos, o seguimento passa a ser mais espaçado, com repetição a cada 3 a 5 anos. Se aparecer pólipo, a periodicidade pode ser encurtada conforme o resultado anatomo-patológico e o risco endoscópico. Ou seja, a presença de pólipo muda o jogo, porque deixa o paciente em uma vigilância mais apertada. Por isso, o gabarito é a letra D: 1 ano e, depois, a cada 3 a 5 anos, caso não haja pólipo. É a lógica clássica da vigilância pós-tratamento: primeiro controle precoce, depois intervalo maior se estiver tudo bem.