Um critério que caracteriza uma RCP de alta qualidade na assistência a um paciente adulto em parada cardiorrespiratória é
- A)evitar ventilação excessiva.
Certa, porque evitar ventilação excessiva é um critério essencial de RCP de alta qualidade em adulto, já que hiperventilar piora a hemodinâmica da parada.
- B)realizar até 100 compressões torácicas por minuto
Errada, porque a frequência recomendada das compressões em adulto é de 100 a 120 por minuto, não apenas até 100.
- C)comprimir o tórax do paciente com força suficiente que não ultrapasse 5cm.
Errada, porque a profundidade adequada é de cerca de 5 a 6 cm, e não se deve interpretar 5 cm como limite máximo rígido.
- D)alternar os responsáveis pelas compressões torácicas a cada 4 minutos.
Errada, porque a troca do responsável pelas compressões deve ocorrer aproximadamente a cada 2 minutos, e não a cada 4 minutos.
- E)realizar 20 compressões para 5 ventilações, se não houver via aérea avançada.
Errada, porque em adulto sem via aérea avançada a relação correta é 30 compressões para 2 ventilações, não 20 para 5.
Gabarito: A
RCP de alta qualidade é, basicamente, aquela que faz o sangue voltar a circular sem perder tempo e sem exageros. Em adulto em parada cardiorrespiratória, as diretrizes priorizam compressões fortes e rápidas, com boa profundidade, retorno total do tórax e interrupções mínimas. Além disso, a ventilação deve ser feita com cuidado, porque ventilar demais aumenta a pressão intratorácica, reduz o retorno venoso e pode atrapalhar a perfusão, ou seja, o efeito contrário do que você quer numa PCR. As recomendações da AHA e dos protocolos de SBV seguem essa lógica: compressões eficazes e ventilação sem excesso. Por isso, o gabarito é a letra A: evitar ventilação excessiva. Em vez de “encher o pulmão” do paciente a todo custo, a equipe deve ventilar na frequência e volume adequados, sem hiperventilar. Na prática, em um adulto sem via aérea avançada, a ventilação costuma ser feita na proporção de 30 compressões para 2 ventilações, e com via aérea avançada, compressões contínuas com ventilações em frequência controlada. O ponto central aqui é que mais ventilação não significa melhor RCP. As demais alternativas trazem erros clássicos de prova. A profundidade ideal das compressões em adulto é de cerca de 5 a 6 cm, não “até 5 cm” como limite absoluto. A frequência recomendada fica entre 100 e 120 por minuto, então “até 100” fica abaixo do ideal. A troca do compressor deve ocorrer em torno de 2 minutos, para evitar fadiga, e não 4 minutos. E a relação 20:5 não corresponde ao SBV adulto sem via aérea avançada, que usa 30:2.