Um dos cuidados de enfermagem na administração da nutrição parenteral é verificar a compatibilidade entre o acesso venoso do paciente e a osmolaridade recomendada. Segundo a Sociedade Americana de Nutrição Enteral e Parenteral, a osmolaridade máxima recomendada, no caso da Nutrição Parenteral Periférica, é de
- A)200mOsm/L.
Errada, porque 200 mOsm/L é muito abaixo do limite máximo aceito para nutrição parenteral periférica.
- B)400mOsm/L.
Errada, porque 400 mOsm/L também fica bem abaixo do valor recomendado pela ASPEN para NPP.
- C)700mOsm/L.
Errada, porque 700 mOsm/L ainda não corresponde ao teto máximo recomendado para via periférica.
- D)900mOsm/L.
Certa, porque a ASPEN recomenda 900 mOsm/L como osmolaridade máxima para nutrição parenteral periférica.
- E)1200mOsm/L.
Errada, porque 1200 mOsm/L ultrapassa o limite suportado pela via periférica e tende a exigir acesso central.
Gabarito: D
Na nutrição parenteral, a escolha do acesso venoso depende muito da osmolaridade da solução. Isso porque soluções mais concentradas irritam a veia periférica com facilidade, aumentando o risco de flebite, dor e extravasamento. Quando a fórmula é mais “pesada”, a via central costuma ser a opção mais segura. A Nutrição Parenteral Periférica (NPP) é usada quando a solução tem osmolaridade menor e pode ser administrada em veias periféricas, que são mais delicadas. Segundo a Sociedade Americana de Nutrição Enteral e Parenteral (ASPEN), o limite máximo recomendado para NPP é de 900 mOsm/L. Acima disso, a via periférica perde segurança e tolerabilidade. Por isso, a alternativa correta é a letra D. A lógica da questão é exatamente essa: verificar se o acesso venoso suporta a osmolaridade da dieta parenteral. Em prova, isso costuma aparecer como comparação entre via periférica e via central, e a banca quer ver se você lembra do teto de 900 mOsm/L para a periferia. Um jeito prático de guardar: se a solução está mais concentrada, a veia periférica reclama; se a fórmula exige alta osmolaridade, pense em acesso central. É um detalhe de segurança assistencial bem clássico em enfermagem e cai bastante em questões sobre terapia nutricional.