Na análise da gasometria, um dos parâmetros que caracteriza a presença de alcalose respiratória é
- A)pH < 7,3.
Errada, porque pH abaixo de 7,3 indica acidemia, não alcalose.
- B)PaCO2 > 35mmHg.
Errada, porque PaCO2 acima de 35 mmHg sugere retenção de CO2, e isso vai na direção oposta da alcalose respiratória.
- C)PaCO2 > 45mmHg.
Errada, porque PaCO2 acima de 45 mmHg é achado típico de acidose respiratória, não de alcalose.
- D)HCO3 < 22mEq/L.
Certa, porque o HCO3 abaixo de 22 mEq/L pode aparecer na compensação renal da alcalose respiratória.
- E)HCO3 > 27mEq/L.
Errada, porque HCO3 acima de 27 mEq/L aponta para tendência alcalótica metabólica, não para alcalose respiratória.
Gabarito: D
Na gasometria, voce sempre olha primeiro o trio pH, PaCO2 e HCO3. A alcalose respiratória acontece quando o paciente ventila demais, elimina CO2 em excesso e, por isso, o sangue tende a ficar mais alcalino. Em termos práticos, o achado principal costuma ser PaCO2 baixo, geralmente abaixo de 35 mmHg. Mas a gasometria não para no dado isolado: o organismo tenta compensar. Se essa alcalose respiratória já estiver instalada há algum tempo, os rins passam a reduzir o bicarbonato, e o HCO3 pode cair. É por isso que um HCO3 abaixo de 22 mEq/L pode aparecer como sinal de compensação em distúrbio respiratório alcalótico. A banca, aqui, foi na lógica da compensação. Então, entre as alternativas, a que aponta um parâmetro compatível com esse quadro é a letra D, porque o bicarbonato baixo pode ser visto na alcalose respiratória compensada. Já as outras opções descrevem acidemia, retenção de CO2 ou aumento de bicarbonato, o que não combina com esse cenário. Em resumo: pense assim, se o paciente está "soprando CO2 para fora" demais, o problema começa no pulmão e o rim depois tenta ajustar o bicarbonato. É a dupla clássica da gasometria, sempre com um olho no pH e outro no CO2.