O recém-nascido, após a realização de um procedimento, apresentou inquietação, padrão respiratório normal, expressão facial relaxada, resmungos, braços fletidos e pernas relaxadas. Com base na escala de NIPS para avaliação da dor, a pontuação obtida indica que este RN está
- A)sem dor.
Errada, porque a presença de resmungos, inquietação e braços fletidos já aponta para escore acima de zero na NIPS.
- B)com dor leve.
Certa, pois os sinais descritos somam poucos pontos e indicam dor leve, não um quadro intenso.
- C)com dor moderada.
Errada, porque os achados não mostram uma soma alta nem alteração respiratória ou facial importante.
- D)com dor forte.
Errada, pois dor forte exigiria maior quantidade de sinais de desconforto e maior escore na escala.
- E)com dor insuportável.
Errada, porque a NIPS não usa essa nomenclatura e o quadro descrito não sugere dor extrema.
Gabarito: B
A escala NIPS (Neonatal Infant Pain Scale) e usada para estimar dor em recém-nascidos por sinais comportamentais e fisiologicos. Ela observa itens como expressão facial, choro/resmungos, padrão respiratorio, posição de braços e pernas, e estado de vigília. Quanto maior a soma, maior a probabilidade de dor e maior a intensidade do desconforto. Neste caso, o RN apresenta inquietação, resmungos e braços fletidos, enquanto o padrão respiratorio esta normal, a expressão facial esta relaxada e as pernas estão relaxadas. Pela lógica da NIPS, isso gera poucos pontos, compatíveis com dor leve. Em geral, a escala diferencia ausência de dor de dor presente, mas não faz uma classificação “teatral” de dor forte ou insuportável - aqui o quadro está bem discreto. O ponto-chave é perceber que a NIPS valoriza sinais sutis do recém-nascido, porque ele não consegue verbalizar a dor. Assim, qualquer alteração comportamental isolada ou pequena soma de sinais pode indicar desconforto, mas não necessariamente dor intensa. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Na prática assistencial, a avaliação de dor neonatal deve ser sistemática, registrada e reavaliada após intervenções. Isso segue a boa prática de enfermagem e a lógica de humanização do cuidado, já que o RN depende totalmente da observação clínica da equipe para identificar sofrimento.