Um paciente adulto em tratamento de DPOC, necessita receber concentrações exatas de FiO2. Nesse caso, o dispositivo de oxigenoterapia mais indicado é
- A)cateter nasal.
Errada, porque o cateter nasal fornece FiO2 variável e imprecisa, dependendo do fluxo e do padrão ventilatório do paciente.
- B)cânula nasal.
Errada, porque a cânula nasal também não garante concentração exata de oxigênio, sendo influenciada pela ventilação minuto e pela técnica de uso.
- C)máscara simples.
Errada, porque a máscara simples aumenta a oferta de O2, mas não permite controle preciso da FiO2.
- D)máscara de Venturi.
Certa, porque a máscara de Venturi permite administrar FiO2 exata e controlada, sendo a melhor opção na DPOC quando se deseja oxigenoterapia precisa.
- E)máscara não reinalante.
Errada, porque a máscara não reinalante é indicada para altas concentrações de oxigênio, não para controle fino da FiO2.
Gabarito: D
Na DPOC, o cuidado com o oxigênio não é só dar mais O2 e pronto: o ponto é oferecer a menor dose eficaz, porque alguns pacientes dependem de um controle mais fino da oxigenação. Por isso, quando a questão fala em concentração exata de FiO2, ela está apontando para um dispositivo que permita ajuste mais preciso, e não para aqueles que apenas "jogam" oxigênio no paciente. A máscara de Venturi é a clássica nessa situação, porque mistura oxigênio com ar ambiente em proporções padronizadas, entregando FiO2 mais exata e previsível. É justamente esse controle que a torna muito usada em pacientes com DPOC, nos quais evitar tanto a hipoxemia quanto o excesso de oxigênio é importante. Já cateter nasal, cânula nasal e máscara simples oferecem FiO2 variável, dependendo do fluxo, da respiração do paciente e de outros fatores. A máscara não reinalante, por sua vez, é usada quando se quer alta concentração de oxigênio, o que vai na direção oposta do que a questão pede. Em prova, a lógica é: DPOC + necessidade de FiO2 precisa e controlada = dispositivo com regulagem padronizada. Em termos de prática assistencial, isso conversa com a abordagem de oxigenoterapia controlada, largamente ensinada em enfermagem e medicina, especialmente em pacientes com risco de retenção de CO2.