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Enfermagem · FGV · 2023

Questão comentada de Enfermagem

Um paciente adulto deu entrada na unidade de saúde referindo febre de início súbito, tosse, dor de garganta e cefaleia, evoluindo com desconforto respiratório, pressão persistente no tórax e saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Esses sintomas são característicos de Síndrome

Gabarito: E

Na prática da urgência e emergência, você precisa separar três ideias que costumam cair em prova: síndrome gripal, síndrome respiratória aguda leve/moderada e síndrome respiratória aguda grave. O quadro começa com febre, tosse, dor de garganta e cefaleia, o que lembra uma síndrome gripal. Mas a história não para aí: quando surgem desconforto respiratório, pressão persistente no tórax e queda da saturação, o caso muda de patamar. Pelo critério usado em saúde pública no Brasil, especialmente nas orientações do Ministério da Saúde para vigilância de SRAG, a presença de síndrome gripal associada a sinais como dispneia, desconforto respiratório, pressão persistente no tórax ou saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente classifica o paciente como caso grave. Aqui, a saturação de 94% já acende o alerta, mesmo antes de pensar em exames sofisticados. O corpo está avisando que a brincadeira ficou séria. Por isso, o gabarito é a alternativa E, Síndrome Respiratória Aguda Grave. Não é só “gripe forte”: é um quadro com comprometimento respiratório objetivo, que exige avaliação imediata, monitorização e manejo conforme protocolos de urgência. Em prova, quando aparecer tosse e febre junto com dispneia, pressão no tórax e SpO2 abaixo de 95%, pense logo em gravidade. A banca costuma cobrar exatamente essa virada clínica, saindo do quadro gripal simples para a síndrome respiratória aguda grave.

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