Um paciente adulto deu entrada na unidade de saúde referindo febre de início súbito, tosse, dor de garganta e cefaleia, evoluindo com desconforto respiratório, pressão persistente no tórax e saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Esses sintomas são característicos de Síndrome
- A)Gripal Grave.
Incorreta, porque síndrome gripal grave não é a classificação usada quando já há dispneia, pressão torácica e saturação baixa com critério de gravidade definido.
- B)Gripal Moderada.
Incorreta, pois o caso deixou de ser apenas gripal e passou a ter sinais de comprometimento respiratório importante.
- C)Respiratória Aguda Leve.
Incorreta, já que não se trata de quadro respiratório leve, porque há desconforto respiratório e saturação reduzida.
- D)Respiratória Aguda Moderada.
Incorreta, porque a presença de pressão persistente no tórax e SpO2 de 94% aponta gravidade maior do que um quadro moderado.
- E)Respiratória Aguda Grave.
Correta, pois síndrome gripal associada a dispneia, pressão persistente no tórax e saturação de O2 abaixo de 95% caracteriza síndrome respiratória aguda grave.
Gabarito: E
Na prática da urgência e emergência, você precisa separar três ideias que costumam cair em prova: síndrome gripal, síndrome respiratória aguda leve/moderada e síndrome respiratória aguda grave. O quadro começa com febre, tosse, dor de garganta e cefaleia, o que lembra uma síndrome gripal. Mas a história não para aí: quando surgem desconforto respiratório, pressão persistente no tórax e queda da saturação, o caso muda de patamar. Pelo critério usado em saúde pública no Brasil, especialmente nas orientações do Ministério da Saúde para vigilância de SRAG, a presença de síndrome gripal associada a sinais como dispneia, desconforto respiratório, pressão persistente no tórax ou saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente classifica o paciente como caso grave. Aqui, a saturação de 94% já acende o alerta, mesmo antes de pensar em exames sofisticados. O corpo está avisando que a brincadeira ficou séria. Por isso, o gabarito é a alternativa E, Síndrome Respiratória Aguda Grave. Não é só “gripe forte”: é um quadro com comprometimento respiratório objetivo, que exige avaliação imediata, monitorização e manejo conforme protocolos de urgência. Em prova, quando aparecer tosse e febre junto com dispneia, pressão no tórax e SpO2 abaixo de 95%, pense logo em gravidade. A banca costuma cobrar exatamente essa virada clínica, saindo do quadro gripal simples para a síndrome respiratória aguda grave.