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Enfermagem · FGV · 2023

Questão comentada de Enfermagem

No atendimento a um paciente com suspeita de Infarto Agudo do Miocárdio - IAM, uma das condutas é a dosagem sérica de biomarcadores cardíacos para confirmação do diagnóstico. Nesse caso, o biomarcador mais específico e sensível para o diagnóstico de lesão isquêmica do miocárdio é a enzima

Gabarito: B

No suspeita de Infarto Agudo do Miocárdio, a dosagem de biomarcadores cardíacos ajuda a confirmar se houve lesão do músculo cardíaco. Na prática, o marcador mais útil é aquele que sobe com lesão miocárdica e tem boa capacidade de identificar até pequenos danos, sem confundir tanto com outras causas. É aí que entram as troponinas, que se tornaram o padrão mais importante para diagnóstico de lesão isquêmica do miocárdio. As troponinas cardíacas, especialmente a troponina I e a troponina T, são mais específicas do que outros marcadores e também muito sensíveis. Isso significa que elas conseguem detectar lesão miocárdica com mais precisão, inclusive quando o paciente ainda está no começo do quadro. Por isso, na suspeita de IAM, são o biomarcador preferido para confirmação diagnóstica. A CK-MB até pode ser usada, mas perdeu espaço porque é menos específica. Mioglobina aparece cedo, mas também sobe em lesões musculares de outros tipos, então ela não resolve sozinha. Já transaminase e desidrogenase lática são marcadores antigos, pouco específicos, e hoje quase não são os queridinhos do diagnóstico, se é que você me entende. Portanto, o gabarito está correto ao apontar a troponina. Em termos doutrinários e de diretrizes clínicas, as troponinas cardíacas são o principal biomarcador recomendado para lesão miocárdica em contexto de síndrome coronariana aguda.

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