Com base nas orientações do Ministério da Saúde para avaliação da presença de edema em uma gestante durante as consultas de pré-natal, analise as afirmativas a seguir. I. O resultado (+++) corresponde à presença de edema em membros inferiores + ganho de peso + hipertensão. II. Na presença de edema em face, membros e região sacra, independentemente de ganho de peso e hipertensão, deve-se suspeitar de pré-eclâmpsia e encaminhar a paciente para avaliação médica e pré-natal de alto risco. III. O edema unilateral de MMII, com sinais flogísticos e dor, sugere a presença de tromboflebite e trombose venosa profunda. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Esta alternativa sustenta que somente a assertiva I estaria correta, isto é, que o edema (+++) seria identificado pela associação de edema em membros inferiores com ganho de peso e hipertensão. No entanto, na orientação do Ministério da Saúde para o pré-natal, a gradação do edema é feita pela extensão do inchaço observado e não por essa combinação de sinais clínicos, que se relaciona mais ao quadro hipertensivo da gestação do que à classificação do edema. Assim, ela deixa de fora as assertivas II e III, que descrevem sinais de alerta compatíveis com a prática assistencial.
- B)I e II, apenas.
Aqui se afirma que as assertivas I e II estariam corretas. A II realmente corresponde ao alerta de edema em face, membros e região sacra como sinal de suspeita de pré-eclâmpsia, o que justifica avaliação médica e encaminhamento para pré-natal de alto risco, conforme a lógica do Ministério da Saúde. O problema está na I, que mistura a classificação do edema com ganho de peso e hipertensão, dados que podem acompanhar doença hipertensiva, mas não definem o resultado (+++) na avaliação do edema.
- C)I e III, apenas.
Esta opção considera verdadeiras as assertivas I e III. A III está bem formulada, porque edema unilateral em membro inferior, com dor e sinais flogísticos, sugere tromboflebite e trombose venosa profunda, exigindo atenção imediata. O erro é incluir a I, pois a orientação ministerial não usa ganho de peso e hipertensão para definir edema (+++), mas sim a distribuição e a intensidade do edema observado.
- D)II e III, apenas.
Esta é a combinação que melhor reflete o conteúdo técnico da questão, porque reúne as assertivas II e III. A II descreve edema em face, membros e região sacra como achado que levanta suspeita de pré-eclâmpsia e impõe encaminhamento para avaliação médica e pré-natal de alto risco, conforme os parâmetros de vigilância do Ministério da Saúde. A III também procede, já que edema unilateral doloroso com sinais flogísticos é típico de tromboflebite/trombose venosa profunda; a I é que destoa por confundir a gradação do edema com sinais associados à hipertensão gestacional.
- E)I, II e III.
Esta alternativa trata as três assertivas como se estivessem corretas. Embora II e III estejam compatíveis com sinais de alerta obstétricos e vasculares no pré-natal, a I não corresponde à orientação técnica do Ministério da Saúde, porque o resultado (+++) não é definido pela soma de edema em MMII, ganho de peso e hipertensão. Como a primeira assertiva falha no critério de classificação do edema, não é possível validar o conjunto inteiro.
Gabarito: D
Na avaliação do pré-natal, o edema não é só um detalhe visual: ele ajuda a levantar suspeitas importantes, especialmente quando aparece em locais diferentes do esperado. O Ministério da Saúde orienta que a presença de edema em face, mãos e região sacra chama atenção para pré-eclâmpsia, mesmo que a gestante ainda não tenha ganho de peso importante ou hipertensão evidente naquele momento. Já o edema unilateral em membro inferior, com dor e sinais flogísticos, é típico de processo trombótico, então a equipe deve pensar em tromboflebite e trombose venosa profunda. Em gestante, isso merece atenção rápida porque o risco tromboembólico é maior na gravidez. A afirmativa I está errada porque o registro do edema no pré-natal não é definido por uma combinação fixa de edema em membros inferiores, ganho de peso e hipertensão. A graduação do edema segue a avaliação clínica do local e da extensão do inchaço, e não essa associação automática. Por isso, o gabarito é D: apenas as afirmativas II e III estão corretas. Em prova da FGV, vale lembrar que ela costuma misturar sinais de alerta obstétrico com descrições aparentemente plausíveis para testar se você conhece a orientação prática do Ministério da Saúde, não só a teoria geral.