O estudo epidemiológico observacional que reúne dois ou mais grupos de pessoas e os acompanha longitudinalmente no tempo, partindo da exposição e indo ao encontro do desfecho, é denominado
- A)coorte.
Correta: descreve o estudo de coorte, que acompanha grupos expostos e não expostos ao longo do tempo até o desfecho.
- B)seccional.
Errada: o estudo seccional avalia exposição e desfecho em um único momento, sem seguimento longitudinal.
- C)caso-controle.
Errada: no caso-controle, a lógica é inversa, começa-se pelo desfecho e depois se investiga a exposição passada.
- D)meta-análise.
Errada: meta-análise é método estatístico de síntese de resultados de estudos, não um estudo observacional primário.
- E)ensaio clínico.
Errada: ensaio clínico é estudo experimental, com intervenção e alocação pelo pesquisador, não apenas observação.
Gabarito: A
Em epidemiologia, o estudo de coorte é aquele em que você começa pela exposição e acompanha os grupos ao longo do tempo para ver quem desenvolve ou não o desfecho. Pense nele como uma linha do tempo: primeiro identifica-se quem foi exposto e quem não foi, e depois se observa a ocorrência do evento de interesse. Por isso ele é um estudo observacional, já que o pesquisador não interfere, apenas acompanha o que acontece naturalmente. Esse tipo de desenho é muito usado quando a pergunta é: "a exposição aumenta o risco do desfecho?". Ele pode ser prospectivo ou retrospectivo, mas a lógica continua a mesma: partir da exposição em direção ao desfecho. Essa sequência é exatamente o ponto cobrado na questão. A banca descreveu corretamente o desenho de coorte porque mencionou dois ou mais grupos, acompanhamento longitudinal e a direção da análise indo da exposição ao desfecho. Isso é praticamente a assinatura do estudo de coorte. Não tem mistério: se o caminho é exposição -> desfecho, você está no território da coorte. Vale lembrar que estudo seccional observa tudo em um único momento; caso-controle parte do desfecho e olha para trás em busca de exposições; meta-análise é uma técnica de síntese de estudos, não um desenho observacional; e ensaio clínico é experimental, com intervenção do pesquisador.