Uma lesão por pressão em que há perda da pele em sua espessura total e perda tissular na qual a extensão do dano não pode ser confirmada porque está encoberta por esfacelo ou por escara é classificada como lesão por pressão
- A)Estágio 2.
Errada, porque o estágio 2 é perda parcial da pele, com derme exposta, sem cobertura por esfacelo ou escara escondendo a lesão.
- B)Estágio 3.
Errada, porque o estágio 3 já pressupõe perda total da pele com tecido adiposo visível, o que não se confirma quando o leito está encoberto.
- C)Estágio 4.
Errada, porque o estágio 4 envolve exposição de músculo, tendão ou osso, algo que não pode ser afirmado quando a profundidade está ocultada.
- D)Não Classificável.
Certa, pois a lesão está coberta por esfacelo ou escara e a profundidade real não pode ser avaliada, enquadrando-se como não classificável.
- E)Tissular Profunda.
Errada, porque lesão tissular profunda apresenta pele intacta ou bolha com coloração roxa ou marrom escura, e não uma ferida coberta por tecido necrótico que impede a avaliação.
Gabarito: D
A classificação das lesões por pressão ajuda a descrever a profundidade do dano e orientar o cuidado. Em geral, quando a pele está rompida, a gente observa se há perda parcial, perda total ou comprometimento mais profundo de tecido. Parece detalhe, mas na prática isso muda bastante a conduta e o registro de enfermagem. Nesta questão, o enunciado fala em perda total da pele e perda tissular, mas diz que a extensão do dano não pode ser confirmada porque está encoberta por esfacelo ou escara. Esse é o ponto-chave: se o leito da ferida não pode ser visualizado, não dá para definir com segurança se a lesão chegou a estruturas mais profundas. Por isso, ela não entra como estágio 3 ou 4, porque esses estágios exigem avaliação da profundidade do dano. A classificação adotada em diretrizes internacionais, como a do National Pressure Injury Advisory Panel (NPIAP), chama esse quadro de lesão por pressão não classificável, justamente quando a base da lesão está coberta por esfacelo ou escara e a profundidade real fica escondida. É uma daquelas situações em que o curativo não deixa o examinador “ver o filme inteiro”. Então o gabarito D está correto porque o enunciado descreve uma lesão cuja profundidade não pode ser determinada no momento da avaliação. A presença de cobertura por esfacelo ou escara impede a graduação precisa, e isso define a categoria de não classificável.