Na avaliação de um recém-nascido a termo, com acúmulo de bilirrubina na esclera e na pele e com BT = 13mg/dL, o enfermeiro o classificou em Zona de Kramer 3. Essa classificação corresponde à progressão da icterícia
- A)somente na face.
Errada, porque a icterícia na face isoladamente corresponde a uma fase inicial, anterior à progressão descrita na questão.
- B)até os joelhos e cotovelos.
Certa, porque a Zona de Kramer 3 indica progressão da icterícia além da face e do tronco superior, chegando a regiões como joelhos e cotovelos.
- C)na região da cabeça e do pescoço.
Errada, porque região de cabeça e pescoço corresponde a um estágio mais inicial da icterícia neonatal.
- D)da cabeça até a cicatriz umbilical.
Errada, porque a progressão até a cicatriz umbilical se relaciona a uma extensão menor do que a descrita para a Zona 3.
- E)até os tornozelos e antebraços.
Errada, porque tornozelos e antebraços indicam uma icterícia mais extensa, em zona mais avançada.
Gabarito: B
A icterícia neonatal costuma seguir uma progressão cefalocaudal, ou seja, aparece primeiro na cabeça e vai “descendo” pelo corpo conforme a bilirrubina aumenta. A escala de Kramer ajuda a estimar essa extensão clínica da icterícia, sem substituir a bilirrubina sérica, que é o dado laboratorial mais preciso para avaliação do risco. Na Zona de Kramer 3, a coloração amarelada já ultrapassou a face e o tronco superior, alcançando o corpo de forma mais ampla, com progressão até regiões como joelhos e cotovelos. Por isso, a alternativa B é a correta. A ideia central é simples: quanto mais baixa a zona de Kramer, maior a extensão da icterícia e maior a atenção que você deve ter. No recém-nascido a termo, uma BT de 13 mg/dL pode ser compatível com essa extensão clínica, mas a conduta sempre depende da idade em horas de vida, fatores de risco e curvas de bilirrubina. Em outras palavras, a escala ajuda no olhar da enfermagem, mas a tomada de decisão não pode ser feita no “achismo de berçário”.