No recém-nascido a termo, a bradicardia é definida como a frequência cardíaca menor do que
- A)80 bpm.
Errada, porque 80 bpm fica abaixo do limite de bradicardia no recém-nascido, mas a questão pede o valor que define o corte e não um exemplo mais grave.
- B)90 bpm.
Errada, porque 90 bpm também está abaixo do padrão esperado, mas a definição clássica de bradicardia neonatal usa o ponto de corte em 100 bpm.
- C)100 bpm.
Certa, porque no recém-nascido a termo bradicardia é definida como frequência cardíaca menor que 100 bpm.
- D)120 bpm.
Errada, porque 120 bpm ainda está dentro de uma faixa fisiológica para o recém-nascido.
- E)130 bpm.
Errada, porque 130 bpm é um valor compatível com normalidade no recém-nascido, não com bradicardia.
Gabarito: C
No recém-nascido a termo, a frequência cardíaca é um dos sinais mais importantes para avaliar a adaptação ao nascer. Em neonatologia, principalmente na reanimação neonatal, a regra prática é simples: se a frequência cardíaca está abaixo de 100 bpm, isso já caracteriza bradicardia e exige atenção imediata. Esse ponto cai muito porque, em adultos, a bradicardia costuma ser definida por valores bem menores, mas no recém-nascido o padrão é outro. O coração do bebê é mais acelerado fisiologicamente, então um número que parece “normal” para outras faixas etárias pode ser preocupante aqui. É a famosa pegadinha da prova: comparar recém-nascido com adulto dá ruim. Por isso, o gabarito é a alternativa C, que traz 100 bpm. Na prática, a conduta de reanimação neonatal considera frequência cardíaca menor que 100 bpm como bradicardia, e valores ainda mais baixos indicam maior gravidade e necessidade de intervenção rápida. Em resumo: para recém-nascido a termo, abaixo de 100 bpm é bradicardia. Se a banca perguntar isso, pense na referência da reanimação neonatal e não em parâmetros de cardiologia do adulto.