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Enfermagem · FGV · 2023

Questão comentada de Enfermagem

Um paciente com hanseníase apresenta “lesões foveolares”, com bordos internos bem definidos, delimitando uma área central de pele aparentemente poupada, enquanto os bordos externos são espraiados, infiltrados e imprecisos. Esse tipo de lesão é típico da hanseníase

Gabarito: A

Na hanseníase, a aparência da lesão ajuda muito a pensar na forma clínica. Quando o enunciado descreve “lesões foveolares”, com bordos internos bem definidos e uma área central aparentemente poupada, mas com bordos externos espraiados, infiltrados e imprecisos, estamos diante de uma lesão com aspecto misto, isto é, entre os polos tuberculoide e virchowiano. Isso é típico da hanseníase dimorfa, que também pode ser chamada de borderline. A forma dimorfa costuma ser a mais “escorregadia” da prova, porque não é nem muito organizada como a tuberculoide, nem tão difusa como a virchowiana. Ela faz exatamente esse meio-termo: lesões com limites internos nítidos, mas bordas externas mal definidas, refletindo a resposta imune intermediária do paciente. Já a hanseníase tuberculoide tende a ter poucas lesões, bem delimitadas e com alteração de sensibilidade mais evidente. A virchowiana, por sua vez, é a forma difusa, com muitas lesões, infiltração extensa e simetria mais marcada. A indeterminada é a fase inicial, geralmente com manchas discretas e pouco definidas, e a neural pura predomina com comprometimento de nervos, sem lesões cutâneas típicas. Na lógica das provas, sempre que aparecerem lesões “misturadas”, com definição parcial e aspecto intermediário, pense em forma dimorfa. É aquele tipo de descrição que a banca usa para testar se você reconhece o padrão clínico em vez de decorar só nome de forma.

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