Um recém-nascido apresentou, no 5º minuto de vida, respiração forte e regular, careta em resposta a estímulos, boa flexão dos membros, FC = 102bpm e corpo róseo com cianose de extremidades. Com base na avaliação fisiológica por meio do boletim de Apgar, essas características indicam
- A)asfixia leve.
Errada, porque asfixia leve não combina com frequência cardíaca acima de 100, respiração regular e boa resposta motora/reflexa.
- B)asfixia moderada.
Errada, pois asfixia moderada exigiria pior desempenho em mais parâmetros do Apgar, especialmente respiração, tônus e reação a estímulos.
- C)asfixia grave.
Errada, porque asfixia grave costuma vir com depressão importante do recém-nascido, bem diferente do quadro descrito.
- D)asfixia severa.
Errada, já que asfixia severa implicaria comprometimento ainda maior, com sinais de extrema depressão neonatal.
- E)boa vitalidade.
Certa, porque os achados indicam recém-nascido bem adaptado, com boa vitalidade e Apgar provavelmente alto.
Gabarito: E
O boletim de Apgar avalia, no 1º e no 5º minuto de vida, cinco sinais do recém-nascido: frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor. Cada item vale de 0 a 2 pontos, e a soma ajuda a estimar a adaptação do bebê à vida extrauterina. Aqui, o recém-nascido tem FC acima de 100, respiração forte e regular, boa flexão dos membros, reage com careta ao estímulo e está róseo, com apenas cianose de extremidades. Esse conjunto aponta uma boa condição geral, com pontuação alta no Apgar. Na prática, não basta olhar um detalhe isolado. O bebê pode ter cianose de extremidades e ainda assim estar bem, porque isso é frequente logo após o nascimento e não indica, por si só, asfixia. O que pesa muito é a combinação de respiração eficaz, boa frequência cardíaca, bom tônus e resposta ao estímulo. É o pacote completo que manda no jogo. Por isso, o gabarito é a letra E, boa vitalidade. Esse quadro é compatível com Apgar elevado, geralmente entre 7 e 10, faixa que sugere adaptação satisfatória do recém-nascido. Em outras palavras: o bebê está chegando com energia, não pedindo socorro. Como fundamento doutrinário, vale lembrar que o Apgar é um método de triagem clínica do estado do recém-nascido, e não um diagnóstico isolado de asfixia. A avaliação deve ser interpretada em conjunto com o exame clínico e o contexto do parto, justamente para evitar exageros na leitura de sinais como cianose periférica.