De acordo com as diretrizes relacionadas à assistência a pacientes em parada cardiorrespiratória, assinale a afirmativa correta.
- A)Durante a ressuscitação cardiopulmonar em pacientes com ritmo chocável, a primeira dose de adrenalina deve ser administrada o mais rápido possível, antes da primeira desfibrilação.
Errada: na PCR com ritmo chocável, a adrenalina não deve ser feita antes da primeira desfibrilação, pois a prioridade inicial é chocar e retomar compressões de alta qualidade.
- B)Para pacientes adultos, caso seja necessário administrar lidocaína, a primeira dose deve ser de 0,75 mg/kg e a segunda dose, de 1,5 mg/kg.
Errada: a dose inicial de lidocaína em adultos não é 0,75 mg/kg; as diretrizes usam dose maior na primeira administração, com reforço posterior em dose menor.
- C)Em grávidas com mais de 30 semanas de gestação, o alívio da compressão aortocaval deve ser realizado lateralizando a gestante e não apenas o útero.
Errada: em gestantes com mais de 20 a 30 semanas, o correto é deslocamento uterino para a esquerda para aliviar a compressão aortocaval, e não simplesmente lateralizar toda a gestante.
- D)Tanto em adultos como em crianças acima de 5 anos, recomenda-se a desfibrilação sequencial dupla para ritmo chocável refratário.
Errada: a desfibrilação sequencial dupla não é recomendação rotineira das diretrizes para adultos nem para crianças acima de 5 anos em ritmo chocável refratário.
- E)Para bebês e crianças com pulso, mas esforço respiratório ausente ou inadequado, é aconselhável fornecer uma respiração a cada 2 ou 3 segundos (20 a 30 respirações por minuto).
Certa: em bebês e երեխանças com pulso, mas com esforço respiratório ausente ou inadequado, recomenda-se 1 ventilação a cada 2 a 3 segundos, isto é, 20 a 30 por minuto.
Gabarito: E
Quando a parada cardiorrespiratória entra em cena, o raciocínio muda de marcha: primeiro você garante oxigenação, compressões de alta qualidade e desfibrilação quando o ritmo é chocável. Em pediatria, porém, existe uma situação diferente da PCR: criança ou bebê com pulso, mas com respiração ausente ou inadequada. Nessa hora, a prioridade é ventilar de forma regular para corrigir a ventilação antes que o quadro desande. É exatamente aí que a alternativa E acerta. Para lactentes e crianças com pulso, mas sem respiração eficaz, a recomendação é fornecer uma ventilação a cada 2 ou 3 segundos, o que equivale a 20 a 30 ventilações por minuto. Essa orientação aparece nas diretrizes de suporte básico e avançado em pediatria, como as da American Heart Association (AHA), usadas como base em provas de urgência e emergência. Perceba a diferença importante: isso não é o padrão da PCR em si, em que as ventilações se coordenam com compressões. Aqui, há pulso presente, então o foco é suporte ventilatório. A banca gosta muito de testar essa virada de chave entre parada, pré-parada e insuficiência respiratória com pulso. Resumo de prova: pulso presente + respiração ruim em criança ou bebê = ventilações de resgate frequentes, cerca de 20 a 30 por minuto. Em linguagem de concurso, o detalhe da frequência faz toda a diferença.