Considere, hipoteticamente, que um determinado teste para diagnosticar uma doença tem uma probabilidade de 0,872 de ser positivo se o paciente estiver doente e uma probabilidade de 0,934 de ser negativo se o paciente não estiver doente. Nesse caso, é correto afirmar que o teste tem
- A)acurácia de 90%.
Errada, porque 90% não corresponde ao valor informado no enunciado nem à definição correta de acurácia.
- B)especificidade de 87,2%;
Errada, porque 87,2% é a sensibilidade, não a especificidade.
- C)sensibilidade de 93,4%.
Errada, porque 93,4% é a chance de teste negativo em quem não está doente, isto é, a especificidade.
- D)especificidade de 90%
Errada, porque 90% não é o percentual dado no problema e não se conclui isso a partir dos dados apresentados.
- E)sensibilidade de 87,2%.
Certa, porque 0,872 de teste positivo em paciente doente corresponde à sensibilidade de 87,2%.
Gabarito: E
Quando a questão fala que o teste tem 0,872 de chance de ser positivo se o paciente estiver doente, isso está descrevendo a sensibilidade. Sensibilidade é a capacidade do teste de detectar quem realmente tem a doença, ou seja, entre os doentes, quantos o teste pega como positivos. Em linguagem de prova: "doente e teste positivo" é sensibilidade. Já a probabilidade de 0,934 de ser negativo se o paciente não estiver doente corresponde à especificidade. Especificidade é a capacidade de o teste identificar corretamente quem não tem a doença, isto é, entre os saudáveis, quantos saem negativos. Em prova, "não doente e teste negativo" é especificidade. Aqui o enunciado deu exatamente a definição de sensibilidade: 0,872 de positivo para quem está doente. Então o teste tem sensibilidade de 87,2%. Simples assim, sem truque de laboratório ninja. As bancas adoram trocar sensibilidade por especificidade e ainda jogar percentuais parecidos para você escorregar. Se a frase for "positivo se doente", pense em sensibilidade; se for "negativo se não doente", pense em especificidade. Esse é o mapa mental que salva muita questão.