Com base nas Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal do Ministério da Saúde, analise as afirmativas a seguir. I. Um trabalho de parto estabelecido ocorre quando há contrações uterinas regulares e dilatação cervical progressiva a partir dos 4cm. II. Se a ocitocina for utilizada, deve-se assegurar que os incrementos na dose não sejam mais frequentes do que a cada 30 minutos. III. Deve-se apoiar a realização de puxos espontâneos no segundo período do trabalho de parto em mulheres sem analgesia, evitando os puxos dirigidos. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Esta alternativa diz que somente a afirmativa I está correta, ou seja, que o trabalho de parto estabelecido é identificado por contrações uterinas regulares e dilatação cervical progressiva a partir de 4 cm. Esse enunciado está de acordo com as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, mas a opção erra ao desconsiderar que as afirmativas II e III também reproduzem recomendações válidas do Ministério da Saúde. Portanto, ela fica incompleta no mérito.
- B)II, apenas.
Aqui se afirma que apenas a conduta com ocitocina descrita na afirmativa II estaria correta, isto é, que os aumentos de dose não devem ocorrer em intervalos menores do que 30 minutos. Essa orientação realmente faz sentido nas diretrizes para evitar hiperestimulação uterina e permitir avaliação adequada da resposta, mas a alternativa ignora que as afirmativas I e III também estão corretas. Por isso, o conjunto proposto não corresponde ao gabarito.
- C)III, apenas.
Esta alternativa sustenta que só a afirmativa III estaria correta, defendendo a valorização dos puxos espontâneos no segundo período do parto e a não recomendação de puxos dirigidos de rotina. Esse entendimento está alinhado às diretrizes, que priorizam a fisiologia do parto e a participação ativa da mulher, mas a opção falha porque I e II também estão corretas. Assim, ela não esgota as afirmações verdadeiras.
- D)I e II, apenas.
A alternativa reúne as afirmativas I e II, isto é, a definição de trabalho de parto estabelecido a partir de 4 cm com progressão cervical e a titulação da ocitocina com intervalos de pelo menos 30 minutos entre aumentos. Ambas condizem com as Diretrizes Nacionais, mas a opção deixa de incluir a afirmativa III, que também está correta ao recomendar puxos espontâneos e evitar os dirigidos. Logo, o item está incompleto.
- E)I, II e III.
Esta alternativa afirma que as três proposições estão corretas: a definição de trabalho de parto estabelecido a partir de 4 cm, a cautela na escalada da ocitocina com intervalos mínimos de 30 minutos e o incentivo aos puxos espontâneos no segundo período. Cada ponto corresponde a uma orientação das Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, que buscam padronizar o manejo fisiológico e seguro do parto. Por isso, o item contempla integralmente o conteúdo cobrado.
Gabarito: E
As Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal do Ministério da Saúde orientam uma condução mais fisiológica do trabalho de parto, com menos intervenções desnecessárias e mais respeito ao ritmo da mulher. Na prática, isso significa reconhecer o trabalho de parto estabelecido quando há contrações regulares com progressão da dilatação cervical a partir de 4 cm, e não ficar “apressando” o processo sem motivo. Quando a ocitocina é usada para acelerar o parto, a dose deve ser aumentada com cautela. O incremento não deve acontecer em intervalos menores que 30 minutos, porque a ideia é evitar hiperestimulação uterina e sofrimento fetal. Ou seja: a medicação ajuda, mas não pode virar correria. No segundo período do parto, especialmente em mulheres sem analgesia, deve-se estimular os puxos espontâneos, em vez de impor puxos dirigidos. Isso respeita melhor a fisiologia do parto e costuma ser mais confortável e efetivo para a parturiente. Por isso, as três afirmativas estão corretas, e o gabarito é a letra E. É uma questão clássica de Diretriz: a banca cobra exatamente esse modelo de assistência humanizada, segura e baseada em evidências.