Um paciente com acidose metabólica apresenta o seguinte valor de gasometria:
- A)pH > 7,45.
Errada, porque pH acima de 7,45 indica alcalemia, e não acidose.
- B)pH > 7,60.
Errada, porque pH acima de 7,60 representa alcalemia importante, totalmente oposta ao quadro descrito.
- C)HCO₃ > 27 mEq/L.
Errada, porque HCO3 acima de 27 mEq/L sugere alcalose metabólica, não acidose metabólica.
- D)PaCO₂ > 45 mmHg.
Errada, porque PaCO2 acima de 45 mmHg aponta retenção de CO2 e acidose respiratória, não compensação da acidose metabólica.
- E)PaCO₂ < 35 mmHg.
Certa, porque na acidose metabólica ocorre hiperventilação compensatória, com queda da PaCO2 para valores abaixo de 35 mmHg.
Gabarito: E
Na gasometria, a acidose metabólica aparece quando o problema principal é a queda do bicarbonato (HCO3-), o que derruba o pH para abaixo de 7,35. Em outras palavras: o sangue fica mais ácido porque falta base para neutralizar os ácidos. O corpo até tenta “consertar a bagunça” acelerando a respiração, para eliminar CO2, e isso reduz a PaCO2. Por isso, em acidose metabólica, você espera HCO3- baixo e, como compensação respiratória, PaCO2 também baixo. É aquele raciocínio de UTI que cai muito em prova: distúrbio metabólico gera resposta respiratória para compensar. Não confunda com acidose respiratória, em que o CO2 sobe e empurra o pH para baixo. O gabarito é a letra E porque PaCO2 < 35 mmHg é justamente o sinal de hiperventilação compensatória típica da acidose metabólica. O organismo “sopra” CO2 para tentar subir o pH, como se fosse abrir a janela para sair o excesso de fumaça. Em gasometria, isso é a pista clássica de compensação. Em resumo: acidose metabólica = pH baixo, HCO3- baixo e PaCO2 tendendo a ficar baixo por compensação. Se a questão pede o valor esperado na gasometria, a tendência ventilatória é reduzir o CO2.