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Enfermagem · FGV · 2022

Questão comentada de Enfermagem

De acordo com a classificação das lesões por pressão (Consenso NPUAP 2016), uma lesão com perda da pele em sua espessura total e perda tissular com exposição da fáscia e músculo e esfacelo visível, é classificada como lesão por pressão.

Gabarito: D

A classificação das lesões por pressão da NPUAP 2016 organiza a profundidade do dano em estágios, do comprometimento mais superficial até o mais profundo. O ponto-chave aqui é observar quanto tecido foi perdido e se há exposição de estruturas como fáscia, músculo, tendão ou osso. Em prova, a banca costuma trocar palavras como "esfacelo", "tecido adiposo" e "exposição de estruturas profundas" para testar se voce sabe diferenciar os estágios. No estágio 1, a pele ainda está íntegra, com eritema não branqueável. No estágio 2, há perda parcial da pele, com exposição da derme, parecendo uma abrasão, bolha ou cratera rasa. Já no estágio 3 há perda total da pele, com exposição de tecido adiposo, mas sem exposição de fáscia, músculo ou osso. O enunciado descreve perda da pele em sua espessura total, com perda tissular e exposição de fáscia e músculo, além de esfacelo visível. Isso é exatamente lesão por pressão estágio 4, porque há dano de espessura total com exposição de estruturas profundas. A presença de esfacelo não impede o diagnóstico; ela só reforça que a lesão é grave e profunda. Então, o gabarito D está correto porque estágio 4 é o nível em que a perda tecidual alcança fáscia, músculo ou até estruturas mais profundas. Se a prova falar em espessura total e exposição de músculo/fáscia, pode marcar sem medo o estágio 4.

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