De acordo com as diretrizes relacionadas aos cuidados pós-PCR para adultos, faz parte do controle dos parâmetros respiratórios manter uma PaCO2 entre:
- A)10 e 15 mmHg;
Errada, porque 10 a 15 mmHg é uma PaCO2 extremamente baixa, incompatível com a meta de normocapnia no pós-PCR.
- B)15 e 25 mmHg;
Errada, porque 15 a 25 mmHg também indica hipocapnia importante, geralmente associada à hiperventilação.
- C)25 e 35 mmHg;
Errada, porque 25 a 35 mmHg ainda fica abaixo da faixa normal, não sendo o alvo recomendado após a PCR.
- D)35 e 45 mmHg;
Certa, porque 35 a 45 mmHg corresponde à faixa de normocapnia recomendada no controle respiratório pós-PCR em adultos.
- E)45 e 55 mmHg.
Errada, porque 45 a 55 mmHg representa hipercapnia, acima da faixa alvo para o manejo respiratório pós-PCR.
Gabarito: D
Nos cuidados pós-PCR em adultos, a ideia é evitar tanto a hiperventilação quanto a hipoventilação. Depois do retorno da circulação espontânea, o controle ventilatório deve buscar uma oxigenação e uma ventilação adequadas, sem “apertar demais” o paciente no respirador, porque isso pode derrubar demais o CO2 e prejudicar a perfusão cerebral. A recomendação das diretrizes de ressuscitação é manter a PaCO2 em faixa normocápnica, isto é, entre 35 e 45 mmHg. Esse intervalo ajuda a preservar o fluxo sanguíneo cerebral e evita os efeitos ruins da alcalose respiratória provocada por excesso de ventilação. Por isso, o gabarito é a letra D. Entre as alternativas, ela é a única que corresponde ao intervalo normal de PaCO2 indicado no manejo pós-parada cardiorrespiratória em adultos. As demais opções trazem valores muito baixos ou muito altos, fugindo do alvo desejado. Em prova, vale guardar a lógica: pós-PCR não é hora de “ventilar mais forte para ajudar”, e sim de ventilar com controle fino. Na prática, o objetivo é estabilidade gasométrica, com PaCO2 dentro da faixa normal.