O profissional de enfermagem precisou se paramentar para realizar aspiração de secreção em um paciente com suspeita de Covid-19. Nesse caso, a sequência correta de colocação dos EPIs antes da realização do procedimento é:
- A)avental ou capote, máscara de proteção respiratória, óculos ou protetor facial, gorro e luvas;
Correta: traz a sequência esperada de paramentação para procedimento com risco de aerossol, com luvas por último.
- B)máscara de proteção respiratória, avental ou capote, luvas e óculos ou protetor facial;
Errada: coloca a máscara primeiro, mas embaralha a ordem dos demais EPIs e deixa a proteção ocular e o capote fora da sequência adequada.
- C)luvas, avental ou capote, máscara cirúrgica, óculos ou protetor facial e gorro;
Errada: começa com luvas e usa máscara cirúrgica, quando o caso exige máscara de proteção respiratória, não a cirúrgica.
- D)avental ou capote, óculos ou protetor facial, gorro, luvas e máscara de proteção respiratória;
Errada: a ordem está invertida e a máscara de proteção respiratória aparece por último, o que não é a sequência correta de paramentação.
- E)máscara cirúrgica, avental ou capote, óculos ou protetor facial, gorro e luvas.
Errada: utiliza máscara cirúrgica em vez de máscara de proteção respiratória, inadequada para procedimento com suspeita de Covid-19 e geração de aerossol.
Gabarito: A
Em precaução para paciente com suspeita de Covid-19, especialmente em um procedimento que gera aerossol, a lógica dos EPIs é proteger primeiro as áreas mais expostas e deixar as luvas por último, porque elas costumam ser a etapa final da paramentação. Em geral, entra primeiro o avental ou capote, depois a máscara de proteção respiratória (tipo PFF2/N95), em seguida óculos ou protetor facial, depois o gorro e, por fim, as luvas. A ideia é simples: você cria uma barreira em camadas, sem deixar a máscara ou a proteção ocular para o final, porque isso quebra a sequência de segurança. O gabarito A está correto exatamente por seguir essa ordem de colocação dos EPIs antes da aspiração de secreção, procedimento com risco de dispersão de aerossóis. Esse raciocínio é compatível com as orientações de biossegurança e com as recomendações de precaução por aerossóis usadas na prática assistencial e em protocolos institucionais alinhados às normas de segurança do paciente e ao uso racional de EPIs.