Como parte dos cuidados pós-parada cardiorrespiratória a um paciente adulto, o controle dos parâmetros respiratórios e hemodinâmicos visam a manter uma
- A)PAS < 90 mmHg.
Errada, porque PAS abaixo de 90 mmHg indica hipotensão e não atende ao objetivo de perfusão adequada no pós-parada.
- B)PAM > 65 mmHg.
Certa, porque a meta hemodinâmica no pós-PCR é manter perfusão tecidual, e a PAM acima de 65 mmHg é o alvo mínimo clássico.
- C)PAM < 65 mmHg.
Errada, porque PAM abaixo de 65 mmHg sugere hipoperfusão, o que piora a oxigenação dos tecidos e o prognóstico neurológico.
- D)PaCO2 > 45 mmHg.
Errada, porque PaCO2 acima de 45 mmHg representa hipercapnia e não é o alvo desejado na estabilização ventilatória pós-parada.
- E)PaCO2 < 35 mmHg.
Errada, porque PaCO2 abaixo de 35 mmHg indica hipocapnia, que pode reduzir a perfusão cerebral por vasoconstrição.
Gabarito: B
Depois da parada cardiorrespiratória, o cuidado não acaba quando o coração volta a bater. Agora a meta é evitar lesão cerebral e falência de órgãos, e para isso você precisa manter boa perfusão e oxigenação. Em termos práticos, o corpo quer pressão suficiente para levar sangue aos tecidos, principalmente ao cérebro. É por isso que, no pós-PCR, o controle hemodinâmico busca manter uma pressão arterial média adequada. A referência clássica é PAM acima de 65 mmHg, valor mínimo usado como alvo para perfusão tecidual em pacientes adultos críticos, incluindo o cenário pós-parada. Se a pressão cai demais, o risco de hipoperfusão e piora neurológica sobe rapidinho. No controle respiratório, a ideia também não é deixar o CO2 subir ou cair demais, porque extremos de PaCO2 podem alterar o fluxo sanguíneo cerebral. Então o manejo costuma mirar normocapnia, com PaCO2 dentro da faixa normal, e não em valores altos ou baixos de forma isolada. A questão, porém, cobra o alvo hemodinâmico, e aí a resposta correta é PAM maior que 65 mmHg. Em resumo: após a PCR, você quer estabilidade, não exagero. Pressão suficiente para perfundir e ventilação ajustada para não bagunçar a fisiologia cerebral. Essa lógica é compatível com as recomendações de ressuscitação e cuidados pós-parada adotadas em diretrizes internacionais de suporte avançado de vida.