Ao verificar o pulso de um paciente, o profissional de enfermagem percebeu uma dupla onda em cada pulsação, a primeira mais intensa e mais nítida seguida de outra de menor intensidade. Esse tipo de pulso é denominado
- A)nomal.
Errada, porque pulso normal não apresenta dupla onda por batimento nem alteração da morfologia descrita.
- B)filiforme.
Errada, pois o pulso filiforme é fraco, fino e de baixa amplitude, não uma dupla onda.
- C)alternante.
Errada, porque o pulso alternante varia na força de um batimento para outro, e não apresenta duas ondas na mesma pulsação.
- D)dicrótico.
Certa, porque o pulso dicrótico é caracterizado por duas ondas por pulsação, com a segunda menor que a primeira.
- E)paradoxal.
Errada, pois o pulso paradoxal está ligado à queda acentuada da amplitude na inspiração, não à dupla onda descrita.
Gabarito: D
Ao palpar o pulso, a enfermagem observa não só a frequência, mas também o ritmo e a forma da onda pulsátil. Quando aparece uma dupla onda em cada batimento, com a primeira mais forte e nítida e a segunda menor, isso caracteriza o pulso dicrótico. Em termos práticos, é como se cada pulsação viesse em dois tempos, mas sem ser uma alteração da regularidade do ritmo, e sim da morfologia da onda. Esse achado pode ser percebido em algumas situações clínicas e exige atenção porque não é um pulso normal. O ponto-chave da questão está justamente na descrição clássica: duas ondas por pulsação, sendo a segunda menos intensa. Isso é exatamente o que define o pulso dicrótico. As outras alternativas tentam confundir porque também descrevem alterações do pulso, mas de outro tipo. Pulso filiforme é fino e fraco, alternante tem alternância de força entre batimentos, e paradoxal se relaciona com queda exagerada da amplitude do pulso na inspiração. Portanto, o gabarito D está correto porque a descrição do enunciado corresponde ao pulso dicrótico.