Corresponde a uma doença parasitária com curso clínico bifásico (fase aguda e crônica):
- A)toxoplasmose;
Toxoplasmose pode ser aguda ou congênita e, em geral, não é a parasitose clássica descrita como bifásica em fase aguda e crônica.
- B)hantavirose;
Hantavirose não é doença parasitária, e sim viral, então já foge do enunciado.
- C)doença de Chagas;
Doença de Chagas é a parasitose clássica com fase aguda e fase crônica, exatamente como pede a questão.
- D)leishmaniose visceral;
Leishmaniose visceral é parasitária, mas não é a referência típica de curso clínico bifásico cobrada nesse formato.
- E)esquistossomose mansônica.
Esquistossomose mansônica é parasitária e pode ser aguda ou crônica, porém não é a resposta clássica para a expressão "curso bifásico".
Gabarito: C
A expressão-chave aqui é "curso clínico bifásico", ou seja, uma doença que costuma ter fase aguda e depois fase crônica. Em parasitologia, a clássica com esse perfil é a doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi. Na fase aguda, pode haver febre, mal-estar, sinal de porta de entrada e, em alguns casos, o sinal de Romaña. Depois vem a fase crônica, que pode ficar indeterminada por anos ou evoluir para formas cardíaca e digestiva. Por isso o gabarito é a letra C. A doença de Chagas é o exemplo mais cobrado quando a banca quer uma parasitose com evolução em duas etapas bem marcadas. É quase um código de barras da prova: aguda e crônica, sempre com essa cara clássica. As demais alternativas não batem com esse padrão. Algumas podem ter fase aguda, mas não têm a mesma organização didática em dois momentos como a Chagas. Então, se a questão falar em curso bifásico, a sua mente deve acender a luz da doença de Chagas antes de qualquer outra. Em concursos, isso é mais doutrina médica do que fundamento legal, então o que manda é a descrição clínica clássica da doença e sua evolução natural.