A medida usada frequentemente para descrever a gravidade de uma epidemia, que é obtida a partir da relação entre os casos fatais de uma doença e o total de casos, é denominada taxa de
- A)letalidade.
Correta, porque letalidade é a relação entre o número de óbitos por uma doença e o total de casos dessa mesma doença.
- B)mortalidade.
Errada, porque mortalidade mede mortes em uma população, não a proporção de casos fatais entre os doentes.
- C)morbidade.
Errada, porque morbidade se refere à ocorrência de doença, e não à gravidade medida por óbitos.
- D)infecção clínica.
Errada, porque infecção clínica diz respeito à infecção com sinais e sintomas, sem definir a relação entre mortes e casos.
- E)infecção subclínica.
Errada, porque infecção subclínica é aquela sem manifestação clínica aparente, não um indicador de gravidade epidemiológica.
Gabarito: A
Quando a banca fala em descrever a gravidade de uma epidemia, ela está olhando para o quanto a doença mata entre os doentes. Nessa hora, o indicador clássico é a letalidade, que relaciona o número de casos fatais ao total de casos da doença. Em outras palavras, não importa só quantas pessoas adoeceram, mas quantas dessas evoluíram para óbito. Isso é diferente de mortalidade, que mede o número de mortes em uma população inteira, e não apenas entre os doentes. Já morbidade fala de adoecimento, ou seja, da ocorrência de doença na população. A ideia da questão é bem direta: se o foco é a gravidade da epidemia pelo peso dos óbitos entre os casos, o nome técnico é taxa de letalidade. Em Epidemiologia, esse conceito é muito cobrado porque ajuda a separar frequência de gravidade. Uma doença pode ter muitos casos, mas baixa letalidade; ou poucos casos, mas alta letalidade, o que muda completamente a leitura do cenário. É o tipo de detalhe que a FGV adora transformar em pegadinha elegante.