Dois pacientes renais, um com aumento da creatinina sérica > 200-300% do valor basal e o outro com diurese < 0,5 ml/Kg/h por 6 horas. De acordo com os estágios da insuficiência renal aguda, esses pacientes são classificados, respectivamente, nos seguintes estágios da doença:
- A)1 e 2;
Errada, porque inverte os estágios: a creatinina em 200%-300% do basal não é estágio 1, e a diurese de 6 horas não chega a estágio 2.
- B)1 e 3;
Errada, porque o primeiro paciente não é estágio 1, já que a creatinina está acima de 2 vezes o basal.
- C)2 e 1;
Certa, pois a creatinina entre >200% e 300% do basal corresponde ao estágio 2 e a diurese <0,5 mL/kg/h por 6 horas corresponde ao estágio 1.
- D)2 e 3;
Errada, porque o primeiro caso está superestimado como 2 e o segundo também está superestimado como 3.
- E)3 e 2.
Errada, porque o primeiro paciente até pode ser estágio 2, mas o segundo não é estágio 2; a oligúria de 6 horas ainda é estágio 1.
Gabarito: C
Na insuficiência renal aguda, a gravidade pode ser classificada por dois parâmetros bem cobrados em prova: creatinina sérica e diurese. A lógica é simples: quanto mais a creatinina sobe em relação ao basal, maior o estágio; e quanto mais a urina cai, mais o rim está “travando”. Pelos critérios usuais de estadiamento da injúria renal aguda (como AKIN/KDIGO, muito usados em concursos), creatinina entre mais de 200% e até 300% do valor basal indica estágio 2, porque corresponde a aumento maior que 2 vezes e até 3 vezes o basal. Já diurese menor que 0,5 mL/kg/h por 6 horas entra em estágio 1, pois esse é o primeiro nível de redução do débito urinário. Então, no enunciado, o primeiro paciente é estágio 2 e o segundo é estágio 1. É exatamente por isso que o gabarito é a alternativa C. A banca gosta de trocar a ordem dos critérios e fazer você confundir creatinina com diurese. Se você guardar que “creatinina mais alta = estágio mais alto” e “oligúria por poucas horas = estágio inicial”, já sai na frente.