Está amplamente estabelecida a relação causal, linear e contínua entre o aumento da pressão arterial (PA) e o risco de doença cardiovascular (DCV) em ambos os sexos, todas as idades e todos os grupos étnicos. Dessa forma, um paciente do sexo masculino, 56 anos, fumante, diabético com hipertensão arterial estágio 1, apresenta risco de doença cardiovascular
- A)leve.
Errada, porque “leve” não corresponde à estratificação de risco cardiovascular quando há diabetes e tabagismo associados.
- B)baixo.
Errada, pois o risco não é baixo em um paciente com hipertensão e fatores de risco maiores como diabetes e tabagismo.
- C)alto.
Certa, porque a associação de hipertensão estágio 1 com diabetes, tabagismo e idade masculina de 56 anos classifica o risco cardiovascular como alto.
- D)moderado.
Errada, porque moderado subestima o impacto conjunto dos fatores de risco presentes no caso.
- E)muito alto.
Errada, pois muito alto costuma ficar reservado para situações de risco ainda mais grave, como doença cardiovascular स्थापितada ou lesão de órgão-alvo importante.
Gabarito: C
Na avaliação do risco cardiovascular em hipertensão, não basta olhar só o valor da pressão: voce precisa somar os fatores de risco associados, como diabetes, tabagismo, idade e sexo. A ideia central das diretrizes é simples: quanto mais fatores de risco, maior a chance de infarto, AVC e outras complicações, mesmo quando a hipertensão ainda parece “leve” no número da PA. Neste caso, o paciente tem hipertensão estágio 1, mas também é homem, tem 56 anos, fuma e é diabético. Esse conjunto pesa bastante na estratificação do risco cardiovascular e empurra o paciente para uma categoria mais elevada do que a hipertensão isolada permitiria. Por isso, o gabarito é a letra C, porque o risco cardiovascular é classificado como alto. Em termos práticos, a banca quer que voce reconheça que diabetes e tabagismo são fatores que aumentam o risco global e não podem ser ignorados na estratificação. Resumo de prova: PA estágio 1 + múltiplos fatores de risco importantes = risco cardiovascular alto. É a lógica usada nas diretrizes clínicas de hipertensão arterial, que adotam estratificação por risco global, e não apenas por números de pressão.