No socorro a um paciente em parada cardiorrespiratória uma das características da RCP de alta qualidade é a realização de
- A)60 a 80 compressões por minuto.
Errada, porque 60 a 80 compressões por minuto é um ritmo lento e abaixo do recomendado para RCP de alta qualidade.
- B)80 a 100 compressões por minuto.
Errada, porque 80 a 100 compressões por minuto ainda fica aquém da frequência ideal indicada nas diretrizes.
- C)100 a 120 compressões por minuto.
Certa, porque a RCP de alta qualidade deve ser feita com 100 a 120 compressões por minuto.
- D)120 a 140 compressões por minuto.
Errada, porque 120 a 140 compressões por minuto passa do limite recomendado e pode prejudicar a qualidade das compressões.
- E)140 a 160 compressões por minuto.
Errada, porque 140 a 160 compressões por minuto é rápido demais e foge totalmente do padrão indicado.
Gabarito: C
Na parada cardiorrespiratória, a RCP de alta qualidade precisa manter um ritmo firme, sem “massagem de passeio”. O objetivo é garantir fluxo sanguíneo mínimo até que a causa da parada seja tratada e o coração volte a responder. Por isso, a velocidade das compressões é um ponto clássico cobrado em prova. Pelas diretrizes de ressuscitação, as compressões torácicas devem ser realizadas em uma frequência de 100 a 120 por minuto, com profundidade adequada e retorno completo do tórax entre as compressões. Esse ritmo é considerado o melhor equilíbrio entre rapidez e eficácia hemodinâmica, sem perder qualidade por compressões apressadas demais. Se você comprime devagar demais, o sangue circula menos do que deveria. Se comprime rápido demais, a tendência é perder profundidade e eficiência. A banca gosta muito de testar exatamente esse intervalo, porque ele é um dos pilares da RCP de qualidade. Por isso, o gabarito é a letra C: 100 a 120 compressões por minuto. Esse número está alinhado com as recomendações internacionais de reanimação cardiopulmonar usadas na prática de urgência e emergência.