Um servidor sentiu-se mal e foi atendido no serviço médico da instituição onde trabalhava. Informou que fazia uso de atenolol 50mg (betabloqueador) uma vez ao dia, mas que naquele dia não havia tomado. O médico solicitou então que o paciente fizesse uso do referido medicamento. Porém, durante o atendimento o paciente apresentou Pressão Arterial = 160 x 110 mmHg; Frequência Cardíaca = 58 bpm; Frequência Respiratória = 18 mrpm e cefaleia intensa, sendo necessário mudar a conduta medicamentosa. Entre os sinais e sintomas apresentados, aquele que contraindica o uso do medicamento citado é
- A)cefaleia intensa.
Errada, porque cefaleia intensa pode ser sinal de mal-estar ou hipertensão, mas não é a contraindicação principal para o atenolol.
- B)pressão sistólica = 160.
Errada, porque a pressão sistólica de 160 mmHg está elevada, mas isso não impede o uso do betabloqueador por si só.
- C)pressão diastólica = 110.
Errada, porque a pressão diastólica de 110 mmHg também está alta, porém não é o achado que contraindica diretamente o medicamento.
- D)frequência cardíaca = 58 bpm.
Certa, porque frequência cardíaca de 58 bpm indica bradicardia, e o atenolol pode reduzir ainda mais os batimentos.
- E)frequência respiratória = 18 mrpm.
Errada, porque frequência respiratória de 18 mrpm está dentro da normalidade e não contraindica o atenolol.
Gabarito: D
O atenolol e outros betabloqueadores reduzem a frequência cardíaca e a força de contração do coração, ajudando a baixar a pressão e a proteger o sistema cardiovascular. Por isso, antes de administrar esse tipo de medicamento, você precisa conferir sinais vitais, principalmente a frequência cardíaca, porque ele pode piorar uma bradicardia já existente. Neste caso, o paciente estava com frequência cardíaca de 58 bpm, que já é baixa para um adulto em repouso e pode se tornar perigosa com a administração do atenolol. A medicação pode levar a queda ainda maior dos batimentos, causando tontura, síncope e até bloqueios de condução em pessoas suscetíveis. A pressão arterial elevada e a cefaleia chamam atenção, mas não são a principal contraindicação imediata para o uso do betabloqueador no contexto descrito. A frequência respiratória de 18 mrpm está dentro da faixa habitual e não contraindica a dose. Então, o ponto-chave da questão é: betabloqueador + bradicardia = combinação que pede cautela. O gabarito é a letra D porque a frequência cardíaca de 58 bpm é o achado que contraindica o uso naquele momento.