O enfermeiro do TCE/TO resolveu fazer um estudo observacional abrangendo os servidores do Tribunal com o objetivo de avaliar a possível associação entre uma determinada doença com significativa prevalência nessa população e o sedentarismo. Para isso, ele dividiu os participantes em dois grupos, um grupo de servidores portadores da doença e outro grupo de servidores não portadores da doença, que posteriormente foram questionados acerca da prática de atividades físicas. Pelas características, trata-se de um estudo:
- A)seccional;
Estudo seccional é o que avalia exposição e desfecho ao mesmo tempo, em um recorte do momento, sem separar grupos por doença antes.
- B)de coorte;
Estudo de coorte acompanha pessoas expostas e não expostas ao longo do tempo para observar quem desenvolve o desfecho.
- C)ecológico;
Estudo ecológico usa dados agregados de grupos ou populações, e não a análise individual de servidores com e sem a doença.
- D)caso-controle;
Está correta porque o pesquisador separou primeiro os participantes pela presença ou ausência da doença e depois investigou a exposição passada.
- E)de intervenção.
Estudo de intervenção envolve manipulação ativa pelo pesquisador, com aplicação de alguma medida ou tratamento, o que não ocorreu aqui.
Gabarito: D
Neste tipo de questão, o segredo é olhar a lógica da montagem dos grupos. Quando o pesquisador separa pessoas com a doença e pessoas sem a doença e depois investiga uma exposição passada ou hábito de vida, ele está fazendo um estudo observacional do tipo caso-controle. É quase um passeio no tempo: começa pelo desfecho e volta para ver quem tinha o fator associado. Esse desenho é muito usado quando a doença é pouco frequente ou quando se quer estudar uma possível associação de forma mais rápida e econômica. Aqui, o pesquisador pegou servidores com a doença e servidores sem a doença e só depois perguntou sobre atividade física. Isso é a cara do caso-controle: compara-se a presença da exposição entre casos e controles. Por isso, o gabarito é a letra D. Não houve intervenção, então não é estudo experimental. Também não houve acompanhamento de pessoas expostas e não expostas para ver quem adoeceria, então não é coorte. A banca adora trocar isso, mas a regra é simples: se você parte da doença e vai atrás da exposição, pense em caso-controle. Como reforço doutrinário, a metodologia em pesquisa em saúde costuma definir o estudo caso-controle exatamente por essa seleção baseada no desfecho, com posterior investigação de exposições pretéritas. Em provas de enfermagem, isso aparece muito como diferença entre estudos observacionais e experimentais, então vale guardar esse mapa mental.