O tempo de isquemia é o período entre a interrupção de fluxo sanguíneo do doador para o órgão e o novo aporte de sangue após o implante no receptor (transplante), ou seja, é o tempo máximo que cada órgão resiste à falta de circulação e oxigenação sanguínea. Com base nos protocolos estabelecidos, o tempo de isquemia do coração é de até
- A)2 horas.
2 horas é um tempo curto demais para o limite habitual do coração nos protocolos de transplante.
- B)4 horas.
4 horas está correto, pois é o tempo máximo classicamente aceito para o coração em isquemia fria.
- C)6 horas.
6 horas excede o limite usual para o coração e aumenta o risco de perda da viabilidade do enxerto.
- D)8 horas.
8 horas é muito acima do tempo tolerado pelo coração e não corresponde ao protocolo padrão.
- E)10 horas.
10 horas está bem além da resistência do coração à ausência de perfusão e é incompatível com a preservação esperada.
Gabarito: B
O tempo de isquemia é o intervalo em que o órgão fica sem circulação sanguínea adequada, desde a retirada do doador até o restabelecimento do fluxo no receptor. Em transplantes, isso é crítico porque cada órgão tolera a falta de oxigênio por um período diferente, e o coração é um dos mais sensíveis. Quanto menor o tempo fora de circulação, melhor a chance de preservação da função do órgão. Nos protocolos de transplante, o coração costuma ter tempo de isquemia de até 4 horas. Isso acontece porque o miocárdio sofre rápido com a privação de oxigênio e nutrientes, então a janela de segurança é curta. Passou disso, o risco de lesão isquêmica e falha do enxerto aumenta bastante. Na prática, a equipe precisa agir com organização de cirurgia de gente grande: captação rápida, transporte ágil e implante sem demora desnecessária. É um tema muito cobrado em Centro Cirúrgico porque mistura conhecimento técnico, urgência e noção de preservação de órgãos. Por isso, o gabarito é a letra B: 4 horas. É o limite clássico ensinado nos protocolos de transplante para o coração, por ser um órgão com baixa tolerância à isquemia.