Um paciente adulto, com pneumonia, apresenta ventilação normal, alteração na relação ventilação/perfusão (V/Q), shunt, PaO2 = 58 mmHg e PaCO2 normal, é classificado com Insuficiência Respiratória Aguda
- A)tipo I.
Correta, porque há hipoxemia com PaCO2 normal, quadro típico de insuficiência respiratória aguda tipo I.
- B)tipo II.
Errada, porque a tipo II envolve hipercapnia, ou seja, aumento de PaCO2, o que não ocorre aqui.
- C)tipo III.
Errada, porque essa classificação não corresponde ao padrão clássico de insuficiência respiratória usado na clínica e em provas.
- D)tipo IV.
Errada, pois não é a categoria usual para descrever esse quadro gasométrico de hipoxemia isolada.
- E)tipo V.
Errada, porque também não corresponde à classificação reconhecida para insuficiência respiratória aguda nesse contexto.
Gabarito: A
A insuficiência respiratória aguda pode ser lembrada pela dupla clássica: tipo I, também chamada hipoxêmica, e tipo II, chamada hipercápnica. Na prática, o ponto-chave é observar a gasometria: quando a PaO2 cai, mas a PaCO2 permanece normal ou até baixa, o quadro costuma apontar para falha de oxigenação, e não de ventilação. Em pneumonia, isso é bem comum porque o problema está principalmente na troca gasosa nos alvéolos, com alteração da relação ventilação/perfusão (V/Q) e shunt. Neste caso, o paciente adulto com pneumonia tem ventilação normal, mas apresenta V/Q alterada, shunt, PaO2 de 58 mmHg e PaCO2 normal. Isso desenha exatamente a insuficiência respiratória aguda tipo I: hipoxemia isolada, sem retenção de CO2. É o pulmão dizendo, de forma pouco elegante, que está entrando ar, mas o oxigênio não está sendo transferido como deveria. A pneumonia é uma causa típica desse padrão porque o alvéolo inflamado ou preenchido por exsudato deixa de ventilar adequadamente, gerando áreas perfundidas porém mal ventiladas. O resultado é shunt intrapulmonar e desproporção V/Q, o que derruba a PaO2. Como a eliminação de CO2 costuma ser preservada no início, a PaCO2 pode ficar normal. Portanto, o gabarito A está correto: trata-se de insuficiência respiratória aguda tipo I. A banca costuma cobrar exatamente essa leitura de gasometria associada ao mecanismo fisiopatológico, então vale gravar: hipoxemia com PaCO2 normal ou baixa aponta para tipo I; hipoxemia com hipercapnia aponta para tipo II.