O paciente com Covid-19 costuma apresentar quadro de Síndrome Gripal (SG), que pode ou não evoluir para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Nesse sentido, de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, um paciente adulto, hipertenso e fumante que apresenta tosse e febre persistentes é classificado como um caso de síndrome gripal:
- A)leve;
Errada, porque quadro leve é o de menor risco, sem comorbidades relevantes ou sinais de alerta para piora clínica.
- B)moderado;
Certa, pois o adulto com tosse e febre persistentes, associado a hipertensão e tabagismo, é classificado como caso de Síndrome Gripal moderada pelo risco aumentado de complicação.
- C)grave;
Errada, porque o quadro grave exige sinais de comprometimento respiratório ou instabilidade clínica, o que não foi descrito no enunciado.
- D)gravíssimo;
Errada, pois 'gravíssimo' não é a classificação usada para esse enquadramento clínico no protocolo da Síndrome Gripal.
- E)compensado.
Errada, porque 'compensado' não corresponde à classificação do protocolo para Síndrome Gripal na Covid-19.
Gabarito: B
Na Covid-19, o paciente pode começar com Síndrome Gripal (SG), que é o conjunto de sinais e sintomas respiratórios, como febre, tosse, dor de garganta, coriza e mal-estar. Nem todo caso de SG é igual: o protocolo do Ministério da Saúde separa os pacientes conforme a presença de sinais de gravidade e de fatores de risco para piora. Quando o adulto tem sintomas como tosse e febre persistentes, mas sem sinais de desconforto respiratório importante, ainda não se fala em quadro grave. Porém, se ele é hipertenso e fumante, entra em um grupo com maior risco de complicação, o que muda a classificação para SG moderada. Em outras palavras: não basta olhar só o sintoma, é preciso somar o terreno clínico do paciente. O gabarito B está correto porque o protocolo considera a presença de comorbidades e fatores de risco, como hipertensão e tabagismo, para enquadrar o caso como moderado, mesmo sem critério de SRAG. Já a forma grave costuma exigir sinais como dispneia, baixa saturação, desconforto respiratório ou piora clínica importante. Então, pense assim: SG leve é o quadro mais simples, SG moderada já acende um alerta por risco de agravamento, e SRAG é quando aparecem sinais respiratórios mais sérios. Na prova, a banca gosta de misturar sintomas comuns com fatores de risco para ver se você separa gravidade clínica de fator de risco.