Sobre a administração de vacinas, é correto afirmar que:
- A)a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola é contraindicada para idosos;
Errada, porque a vacina tríplice viral não é simplesmente contraindicada para idosos e pode ser indicada em adultos suscetíveis, conforme avaliação do status vacinal.
- B)a tríplice viral é indicada para grávidas a partir do segundo trimestre de gestação, devendo ser evitada no primeiro trimestre;
Errada, porque a tríplice viral é vacina de vírus vivo e deve ser evitada na gestação, inclusive no primeiro e no segundo trimestre.
- C)o esquema básico da vacina contra o HPV para meninas é de 3 doses, na faixa etária entre 11 e 14 anos;
Errada, porque o esquema do HPV não é de 3 doses para meninas nessa faixa etária, já que as recomendações atuais do PNI simplificaram o esquema etário.
- D)a vacina dT adulto deve ser administrada em gestantes na dose de 0,5 ml e com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses;
Certa, porque a dT adulto pode ser administrada em gestantes na dose de 0,5 ml, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses, conforme orientação do PNI.
- E)idosos de 60 anos ou mais devem receber 2 doses da vacina pneumocócica 23-valente, com intervalo mínimo de 60 dias entre as doses.
Errada, porque a vacina pneumocócica 23-valente não é aplicada rotineiramente em duas doses para todos os idosos de 60 anos ou mais, nem com intervalo mínimo de 60 dias.
Gabarito: D
Na imunização, o segredo é não misturar vacina com medo nem com achismo. Cada vacina tem regra própria de idade, gestação, intervalo e número de doses, e a banca adora cobrar exatamente essas sutilezas. Em geral, vacinas de vírus vivo, como a tríplice viral, exigem atenção redobrada em gestantes, porque podem trazer risco ao feto e, por isso, são evitadas na gravidez. No caso da gestante, a vacina dT adulto é uma vacina inativada e faz parte da proteção contra difteria e tétano. Ela pode e deve ser usada na gestação quando indicada, com dose de 0,5 ml, seguindo esquema que respeita intervalo mínimo entre as doses de 30 dias, conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações. É aquele detalhe clássico de prova: dose simples, regra objetiva e sem inventar moda. Por isso, o gabarito é a alternativa D. Ela traz corretamente a apresentação da vacina e o intervalo mínimo entre as doses para a gestante, que é o ponto cobrado. As demais alternativas tropeçam em contraindicações, idade, número de doses ou intervalo entre aplicações. Em prova de Enfermagem, vale lembrar a lógica do PNI: gestante tem esquema próprio, vacina viva costuma ser evitada na gravidez e nem toda vacina do idoso é automática para todo mundo. A banca gosta de pegar exatamente a exceção, então leia sempre com atenção o grupo etário, o momento da gestação e o tipo de vacina.