Durante o atendimento a uma emergência, um profissional de saúde prestou assistência privilegiada a um dos socorridos, ao identificá-lo como parente de um político influente, em detrimento a outras vítimas em estado mais grave. Nesse caso, foi violado o seguinte princípio do SUS:
- A)Igualdade.
Correta, porque houve tratamento desigual e favorecimento pessoal, violando o princípio da igualdade no SUS.
- B)Parcialidade.
Errada, porque parcialidade não é princípio do SUS e a questão cobra o princípio violado, não um defeito genérico de conduta.
- C)Integralidade.
Errada, porque integralidade diz respeito ao cuidado completo e articulado, não a favorecer alguém por influência.
- D)Universalidade.
Errada, porque universalidade garante acesso a todos, mas o problema aqui foi a forma desigual de priorização entre os atendidos.
- E)Hieraquização.
Errada, porque hierarquização se refere à organização dos serviços em níveis de complexidade, não a favoritismo no atendimento.
Gabarito: A
No SUS, a ideia central é tratar as pessoas com justiça, sem favoritismo e sem discriminação. Em situação de urgência ou emergência, a prioridade deve seguir a gravidade do quadro e não parentesco, influência política, amizade ou qualquer outro privilégio pessoal. Aqui, o profissional atendeu primeiro alguém por ser parente de um político influente, deixando de lado vítimas em estado mais grave. Isso fere diretamente o princípio da igualdade, que orienta o atendimento isonômico e sem distinções indevidas. Em provas, a banca costuma cobrar exatamente essa noção: o SUS não pode funcionar na base do “quem é mais conhecido entra antes”. A base normativa do SUS está no artigo 198 da Constituição Federal e na Lei 8.080/1990, que organizam o sistema segundo diretrizes como igualdade de assistência e acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde. Na prática, isso significa prioridade por necessidade clínica, e não por prestígio social. Então, o erro da questão foi privilegiar um paciente sem critério técnico. O comportamento correto, em emergência, seria respeitar a classificação de risco e a gravidade dos casos.