A Hipodermóclise é uma via de acesso subcutâneo para hidratação parenteral e administração de medicamentos. Entre os medicamentos que não devem ser administrados por essa via está
- A)a morfina.
A morfina pode ser administrada por hipodermóclise em contextos apropriados, especialmente em cuidados paliativos.
- B)a atropina.
A atropina é citada como fármaco possível por via subcutânea em situações específicas, conforme protocolo e compatibilidade.
- C)a dipirona
A dipirona não é a escolha clássica para hipodermóclise, mas a questão cobra a droga claramente contraindicada pela irritação local.
- D)a furosemida
A furosemida pode ser utilizada por via subcutânea em alguns protocolos, com cautela e indicação bem definida.
- E)o diclofenaco.
O diclofenaco não deve ser administrado por hipodermóclise por ser irritante ao tecido subcutâneo e inadequado para essa via.
Gabarito: E
A hipodermóclise é a infusão de líquidos e alguns medicamentos no tecido subcutâneo, muito usada em pacientes idosos, em cuidados paliativos e quando a via oral está limitada. Ela é útil porque é mais confortável, tecnicamente simples e costuma causar menos complicações do que a via venosa, desde que o fármaco seja compatível com o subcutâneo. O ponto-chave aqui é que nem todo medicamento pode ser administrado por essa via. Em geral, preferem-se drogas com menor potencial irritativo, boa tolerância local e estabilidade em pequenas concentrações. Se o medicamento for muito agressivo ao tecido, ácido, irritante ou com maior risco de lesão local, a hipodermóclise não é adequada. É exatamente por isso que o diclofenaco é o gabarito. Trata-se de um anti-inflamatório conhecido por poder causar irritação tecidual e, por isso, não deve ser administrado por via subcutânea. Na prática, a banca quer que você reconheça a limitação da via e não caia na tentação de pensar que qualquer injetável serve para o subcutâneo. Como apoio doutrinário, a literatura de enfermagem e os guias de cuidados paliativos descrevem a hipodermóclise como via segura para hidratação e para fármacos selecionados, mas não para substâncias irritantes ou não recomendadas para o tecido subcutâneo. Em prova, a lógica é simples: se a droga “maltrata” o tecido, a via subcutânea não é a melhor companhia.