Durante uma consulta de pré-natal, o enfermeiro usou a CIPE® para elaboração do diagnóstico de enfermagem “risco para diabetes”. Nesse caso, foram usados os eixos
- A)foco e ação.
Errada, porque ação é eixo típico de intervenções, não da formulação do diagnóstico de enfermagem.
- B)ação e local.
Errada, porque local indica lugar ou região, e não compõe esse diagnóstico da forma apresentada no enunciado.
- C)meio e foco.
Errada, porque meio não traduz a estrutura do diagnóstico “risco para diabetes” na CIPE®.
- D)julgamento e foco.
Certa, porque “diabetes” corresponde ao foco e “risco” corresponde ao julgamento na CIPE®.
- E)meio e julgamento.
Errada, porque meio e julgamento não formam a combinação usada para esse diagnóstico.
Gabarito: D
Na CIPE®, os diagnósticos de enfermagem são montados combinando eixos, como se fossem pecinhas de encaixe. Os dois mais lembrados na formulação diagnóstica são: foco, que é o tema central do problema ou da necessidade, e julgamento, que expressa a avaliação daquele foco, como risco, comprometido, aumentado, preservado e por aí vai. No enunciado, “diabetes” é o foco, porque aponta o assunto principal da avaliação. Já “risco” é o julgamento, pois não afirma que a doença já está presente, e sim que existe possibilidade de ela ocorrer. Ou seja, o enfermeiro não está dizendo “tem diabetes”, mas “há risco de diabetes”. Por isso, o gabarito é a letra D: julgamento e foco. A lógica da CIPE® é justamente essa organização padronizada por eixos, muito usada para dar clareza e uniformidade aos registros de enfermagem. Em prova, vale lembrar: se a expressão traz a ideia de probabilidade, ameaça ou condição do estado do paciente, você deve pensar em julgamento; se traz o objeto central do cuidado, pense em foco. É quase um jogo de montar, só que com termos técnicos.