A desidratação, na qual ocorre uma perda maior de eletrólitos do que de água, é denominada
- A)desidratação isotônica.
Errada, porque na desidratação isotônica a perda de água e eletrólitos acontece de forma proporcional, sem predominância de um sobre o outro.
- B)desidratação hipertônica.
Errada, pois na desidratação hipertônica ocorre perda maior de água do que de eletrólitos, e não o contrário.
- C)desidratação hipotônica.
Certa, porque a desidratação hipotônica é aquela em que a perda de eletrólitos é maior do que a de água.
- D)desidratação variável.
Errada, pois não existe essa classificação padrão como tipo clássico de desidratação em fisiologia clínica.
- E)desidratação mista.
Errada, porque não corresponde à nomenclatura usual das desidratações descritas pela relação entre água e eletrólitos.
Gabarito: C
Na desidratação, o que muda não é só a quantidade de água, mas também o saldo entre água e eletrólitos, principalmente sódio. Quando a perda de eletrólitos é maior do que a perda de água, o líquido extracelular fica mais “diluído”, e isso caracteriza a desidratação hipotônica. Pense assim: o corpo perde sal demais e a água fica relativamente sobrando. O resultado é queda da osmolaridade plasmática, com tendência de a água migrar para o interior das células. Por isso, essa forma de desidratação pode dar sinais neurológicos mais cedo, porque o cérebro não gosta nada dessa bagunça osmótica. A desidratação isotônica ocorre quando água e eletrólitos são perdidos na mesma proporção. Já a hipertônica é o cenário inverso: perde-se mais água do que eletrólitos, concentrando o plasma. A banca foi direta ao cobrar a definição clássica, e o gabarito C está correto porque descreve exatamente a perda proporcionalmente maior de eletrólitos do que de água. Em prova, vale decorar a lógica: hipotônica = menos sal no sangue em relação à água; hipertônica = menos água em relação ao sal; isotônica = perdas equivalentes. Essa tríade costuma cair com linguagem bem parecida, então atenção ao detalhe que a questão troca.