Antes de realizar um curativo, o profissional de enfermagem escolheu uma cobertura com ação bactericida e bacteriostática, capaz de provocar dissociação das moléculas de proteína, resultando em desbridamento químico. Nesse caso, as características descritas são compatíveis com a ação de:
- A)hidrogel;
Errada, porque o hidrogel hidrata a ferida e favorece o desbridamento autolítico, mas não promove dissociação proteica por ação enzimática.
- B)papaína;
Certa, porque a papaína é enzima proteolítica usada no desbridamento químico, com ação sobre proteínas do tecido desvitalizado e efeito antimicrobiano em algumas apresentações.
- C)hidrofibra;
Errada, porque a hidrofibra é indicada principalmente para absorção de exsudato e manutenção do ambiente úmido, não para ação proteolítica.
- D)alginato de cálcio;
Errada, porque o alginato de cálcio é uma cobertura absorvente, útil em feridas com muito exsudato, mas não tem a ação enzimática descrita no enunciado.
- E)ácidos graxos essenciais.
Errada, porque os ácidos graxos essenciais ajudam na proteção cutânea e na prevenção de lesões, mas não fazem desbridamento químico.
Gabarito: B
Quando a questão fala em cobertura com ação bactericida e bacteriostática, capaz de provocar dissociação das moléculas de proteína e fazer desbridamento químico, ela está descrevendo uma substância enzimática. Esse tipo de produto ajuda a romper tecido desvitalizado por ação química, em vez de remover mecanicamente o material da ferida. A papaína é a clássica nesse assunto: é uma enzima proteolítica usada em curativos para promover limpeza da lesão, favorecendo a digestão de proteínas do tecido morto e auxiliando no desbridamento. Por isso, além do efeito sobre o tecido desvitalizado, ela também é associada à ação antimicrobiana em algumas formulações e concentrações. As demais alternativas apontam para coberturas com outras funções. Hidrogel, por exemplo, hidrata a ferida e ajuda no desbridamento autolítico; hidrofibra e alginato de cálcio são ótimos para exsudato, mas não têm esse perfil enzimático de quebra proteica; já ácidos graxos essenciais atuam mais na proteção e na manutenção da pele. Em prova, a palavra-chave é "dissociação das moléculas de proteína". Se apareceu isso, pense em enzima proteolítica e desbridamento químico. É o tipo de detalhe que a banca adora jogar na pista para ver quem reconhece o curativo certo sem cair no charme do nome mais bonito.