O maqueiro foi solicitado para transportar um paciente de cuidados intermediários (PCI). Nesse caso, trata-se de um paciente
- A)grave e recuperável, com risco iminente de morte, sujeito à instabilidade das funções vitais, requerendo assistência de enfermagem e médica permanente e especializada.
Errada, porque descreve paciente grave, com risco iminente de morte e necessidade de assistência permanente, o que corresponde a cuidado intensivo, não intermediário.
- B)passível de instabilidade das funções vitais, recuperável, sem risco iminente de morte, requerendo assistência de enfermagem e médica permanente e especializada.
Errada, porque fala em instabilidade das funções vitais e assistência permanente especializada, quadro mais compatível com paciente crítico ou semi-intensivo, e não com PCI.
- C)estável sob o ponto de vista clínico e de enfermagem e autossuficiente quanto ao atendimento das necessidades humanas básicas.
Errada, porque esse é o perfil do paciente estável e autossuficiente, típico de baixa dependência, não de cuidados intermediários.
- D)crônico, incluindo o de cuidado paliativo, estável sob o ponto de vista clínico, porém com total dependência das ações de enfermagem para o atendimento das necessidades humanas básicas.
Errada, porque trata de paciente crônico ou paliativo com total dependência, o que aponta para alta dependência, não para dependência parcial.
- E)estável sob o ponto de vista clínico e de enfermagem, com parcial dependência dos profissionais de enfermagem para o atendimento das necessidades humanas básicas.
Certa, porque o paciente de cuidados intermediários é estável e apresenta dependência parcial da equipe de enfermagem para as necessidades humanas básicas.
Gabarito: E
O ponto central aqui é saber o que significa paciente de cuidados intermediários (PCI). Ele não é o paciente grave da UTI, nem o totalmente independente da enfermaria simples. Em geral, o PCI está clinicamente estável, mas ainda precisa de acompanhamento e de parte dos cuidados de enfermagem para atividades básicas e monitorização. Ou seja: ele já saiu da fase de risco iminente, mas ainda não está pronto para ficar “sozinho no mundo”, por assim dizer. A classificação usada em enfermagem hospitalar costuma separar os pacientes pela intensidade da assistência necessária. O paciente de cuidados intermediários fica no meio do caminho: estável sob o ponto de vista clínico e de enfermagem, porém com dependência parcial da equipe para atender suas necessidades humanas básicas. Isso é bem diferente do paciente independente, que realiza seus cuidados sozinho, e também do paciente crítico, que exige assistência contínua e especializada. Por isso, o gabarito é a alternativa E. Ela traz exatamente os dois elementos-chave do PCI: estabilidade clínica e de enfermagem, com dependência parcial dos profissionais de enfermagem. As demais alternativas descrevem perfis mais graves, mais independentes ou até crônicos/paliativos, que não correspondem ao conceito de cuidados intermediários. Como referência doutrinária e normativa, essa ideia aparece na lógica de classificação da assistência de enfermagem e na organização dos tipos de cuidado hospitalar, como nas normas do COFEN sobre Sistematização da Assistência de Enfermagem e no uso assistencial de categorias como mínima, intermediária, semi-intensiva e intensiva. A banca gosta justamente dessa leitura prática do perfil do paciente.