Paciente de 30 anos foi diagnosticado com hipertensão arterial estágio 3. Esse estágio é compatível com o seguinte valor:
- A)PAS = 157 mmHg;
Errada, porque PAS de 157 mmHg não alcança o corte de hipertensão estágio 3.
- B)PAD = 108 mmHg;
Errada, porque PAD de 108 mmHg ainda está abaixo do valor de 110 mmHg exigido para estágio 3.
- C)PAS = 178 mmHg;
Errada, porque PAS de 178 mmHg é muito alta, mas ainda fica abaixo do ponto de corte de 180 mmHg para estágio 3.
- D)PAD = 110 mmHg;
Certa, porque PAD de 110 mmHg já enquadra hipertensão arterial estágio 3, mesmo sem considerar a PAS.
- E)PAS = 160 mmHg.
Errada, porque PAS de 160 mmHg corresponde a um valor elevado, mas não é suficiente para estágio 3.
Gabarito: D
Na classificação da hipertensão arterial, o estágio ajuda a organizar a gravidade da pressão. Em linhas gerais, quanto maiores os valores de pressão sistólica (PAS) e/ou diastólica (PAD), maior o estágio. Isso é cobrado com frequência em prova porque a banca troca um valor por outro e tenta ver se voce lembra do corte exato. Pela classificação adotada nas diretrizes brasileiras, hipertensão estágio 3 ocorre quando a PAS é igual ou maior que 180 mmHg e/ou a PAD é igual ou maior que 110 mmHg. Repare no detalhe importante: basta um dos dois parâmetros atingir esse patamar para enquadrar o paciente no estágio 3. Assim, a alternativa D está correta porque uma PAD de 110 mmHg já caracteriza hipertensão arterial estágio 3, mesmo sem informação sobre a sistólica. As demais opções trazem valores abaixo desse ponto de corte para esse estágio. Esse tipo de questão costuma seguir a classificação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, usada em concursos para padronizar os estágios da hipertensão. Então, na hora da prova, pense no trio de cortes mais cobrados: 140/90 para início da hipertensão, 160/100 para estágio 2 e 180/110 para estágio 3.